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e-Toupeira: Decisão instrutória adiada para 20 de dezembro

A data da decisão do tribunal estava marcada para o dia 13, esta quarta-feira.

e-Toupeira: Decisão instrutória adiada para 20 de dezembro

Afinal, já não vai ser esta quarta-feira, dia 13, que os arguidos do caso e-Toupeira vão saber se vão a julgamento, conforme solicitou o Ministério Público. De acordo com a SIC Notícias, a decisão instrutória foi adiada para o dia 20 de dezembro, quinta-feira.

No debate instrutório, no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, no passado dia 3 de dezembro, o procurador Válter Alves reiterou a tese de uma "teia de interesses e de contrapartidas que havia entre os arguidos", descrita na acusação do Ministério Público, acrescentando que a fase de instrução serviu, essencialmente, "para demonstrar a hipotética normalidade das ofertas".

A prova produzida em sede de instrução "não permitiu afastar a indiciação que resultava já do inquérito", sustentou o procurador, responsável pela acusação deste processo.

A instrução, fase facultativa, que visa decidir por um juiz de instrução criminal se o processo segue para julgamento, requerida pelos quatro arguidos, incluindo a SAD do Benfica, teve início a 14 de novembro.

Durante a fase de instrução foram ouvidas várias testemunhas arroladas pelos arguidos, nomeadamente pelo antigo assessor jurídico do Benfica Paulo Gonçalves e pela Benfica SAD.

No Requerimento de Abertura de Instrução (RAI), a SAD do Benfica defendeu que a acusação do Ministério Público é infundada e que teria de cair nesta fase.

O RAI assenta em três pontos essenciais, entre os quais o desconhecimento dos factos imputados ao seu antigo assessor jurídico Paulo Gonçalves e restantes dois arguidos, ambos funcionários judiciais.

A sociedade que gere o futebol profissional 'encarnado' aponta ainda a ausência de elementos probatórios que a liguem aos atos descritos na acusação e a omissão de narração de factos concretos na acusação que permitam imputar-lhe a prática de qualquer crime.

A acusação do Ministério Público considera, porém, que o presidente da Benfica SAD, Luís Filipe Vieira, teve conhecimento e autorizou a entrega de benefícios aos dois funcionários judiciais, por parte de Paulo Gonçalves, a troco de informações sobre processos em segredo de justiça, envolvendo o Benfica, mas também clubes rivais.

A SAD do Benfica está acusada de 30 crimes e Paulo Gonçalves de 79. O Ministério Público acusou a SAD do Benfica de um crime de corrupção ativa, de um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 29 crimes de falsidade informática.

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