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"Governo português construiu uma enorme credibilidade" na Europa

O candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, Frans Timmermans, afirmou hoje que o primeiro-ministro português, António Costa, "construiu uma enorme credibilidade" na União Europeia em matéria económica ao conciliar políticas sociais com o cumprimento das regras.

"Governo português construiu uma enorme credibilidade" na Europa
Notícias ao Minuto

19:25 - 07/12/18 por Lusa

País Frans Timmermans

"O Governo português construiu uma enorme credibilidade, porque António Costa, como primeiro-ministro, mostrou que se pode reformar com uma orientação social sem ter de violar as regras da União Económica e Monetária", disse o 'Spitzenkandidat' do Partido Socialista Europeu (PSE) em entrevista à agência Lusa, à margem do Congresso dos socialistas europeus, a decorrer em Lisboa.

António Costa, prosseguiu, "usou a flexibilidade que a Comissão deu, para encaminhar Portugal para uma orientação mais social e para captar mais investimentos e este exemplo, agora que foi muito bem-sucedido, mostra que podemos reformar a UEM com uma orientação mais social, criar mais solidariedade".

Para Timmermans, que é atualmente primeiro vice-presidente da Comissão, o 'número dois' de Jean-Claude Juncker, a governação dos socialistas portugueses ganhou "muita credibilidade" porque "esta é a única maneira".

"A forma como os italianos estão a fazer, ignorando as regras, nunca vai funcionar. Se queremos criar mais solidariedade, isso começa por respeitar as regras e foi isso que Portugal fez com muito sucesso", disse.

Questionado sobre se, a ser eleito presidente da Comissão Europeia, vai apoiar prioridades do governo português em matéria de reforma da zona euro, como o aprofundamento da união bancária, nomeadamente através de um fundo comum de garantia de depósitos, o político socialista holandês disse que "concorda com o Governo português".

"Sim, passo a passo temos de avançar nessa direção", disse.

Questionado sobre quanto tempo levará esse "passo a passo", Timmermans frisou que é "preciso convencer outros Estados-membros", mas assegurou que existe "pressa".

"Não temos muito mais tempo e eu gostaria de ter a maior parte feita antes de outra recessão económica, o que vai acabar por acontecer mais cedo ou mais tarde. Temos de concluir isto nos próximos dois anos, isto tem de estar no centro do programa da nova Comissão e vai estar se eu for presidente da nova Comissão", disse.

Se for eleito, Timmermans definiu como prioritário assegurar "níveis adequados de investimento na Europa" e a construção "de um pilar social na Europa", que permitam dar algum alívio aos trabalhadores europeus, que até agora "não têm visto os benefícios do fim da crise".

O político holandês salientou também a importância de "assegurar que cada empresa paga impostos no país onde faz lucro", considerando "inaceitável" haver "demasiadas companhias que não pagam impostos de todo", "preparar a Europa para a transição energética" e para a "transição industrial", liderar na sustentabilidade, combater as alterações climáticas, entre "tantos outros enormes desafios".

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