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"Oncologia em Portugal está bem servida"

O primeiro presidente do Instituto de Oncologia (IPO) do Porto, José Guimarães dos Santos, disse hoje que a "oncologia em Portugal está bem servida", mas realçou "a importância da investigação e do voluntariado".

"Oncologia em Portugal está bem servida"
Notícias ao Minuto

14:27 - 05/12/18 por Lusa

País IPO

José Guimarães dos Santos, que foi esta manhã homenageado na Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), onde recebeu o Prémio Nacional de Oncologia da LPCC - Artur Santos Silva, descreveu a criação dos centros oncológicos do país, referindo-se a Lisboa, Coimbra e Porto, para depois enfatizar que "é importante a amizade entre os três".

"A oncologia em Portugal está bem servida. A unidade nacional de centros oncológicos é boa", disse o primeiro presidente do IPO/Porto, acrescentando incentivos e apelos à investigação e ao exercício do voluntariado.

Já o presidente da LPCC, Vítor Veloso, descreveu José Guimarães dos Santos como "uma figura incontornável da oncologia nacional".

"Sem a LPCC não haveria IPO/Porto, porque os terrenos e as primeiras verbas para construir o edifício foram da LPCC. Mas sem José Guimarães dos Santos, não existiria IPO porque ele impulsionou e não deixou que fosse colonizado por catedráticos da Faculdade Medicina. Foi um grande homem, com grande sabedoria e dinamismo", disse Vítor Veloso.

O representante do Ministério da Saúde, Nuno Miranda, que é também dos dossiês ligados às doenças oncológicas, apontou que José Guimarães dos Santos assistiu "a várias revoluções da cirurgia", o que fez dele, disse o representante da tutela, "um grande cirurgião, mas também um grande dirigente".

Em Dia Internacional do Voluntariado, esta manhã também foram entregues insígnias a dezenas de voluntários da LPCC, numa cerimónia que contou com uma palestra do bispo do Porto, Manuel Linda, que elogiou "os que se entregam de corpo inteiro sem pedir nada em troca".

A este propósito, o do voluntariado, e depois de lidas mensagens do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, o representante da ministra da Saúde considerou que "o desafio social vai ser muito maior nos próximos anos face ao desafio médico".

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