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Equipas vão tentar localizar esta tarde o corpo do segundo trabalhador

"Passo a passo", com muita "cautela", operações na pedreira em Borba prosseguem.

Equipas vão tentar localizar esta tarde o corpo do segundo trabalhador

Numa altura em que foi reforçada a drenagem da pedreira em Borba, o responsável da Proteção Civil adiantou que estão a ser desenvolvidas várias operações em simultâneo.

Sinalizando, mais uma vez, a importância da drenagem da água, o comandante referiu que está a ser planeada a intervenção de equipas cinotécnicas na pedreira mais pequena onde se supõe que esteja o corpo do segundo trabalhador desaparecido, no sentido de se conseguir localizar “em concreto a sua posição”.

José Ribeiro, que fazia o briefing das 12 horas daquele que é já o quarto dia de operações em Borba, voltou a referir a complexidade dos trabalhos na pedreira, confirmando que houve alguns deslizamentos durante a noite e que a instabilidade da escarpa pode, naturalmente, agravar-se devido à chuva.

O responsável destacou o papel do Laboratório de Engenheira Civil que, juntamente com a engenharia militar, que estão esta quinta-feira a fazer uma reavaliação de todo o perímetro e da escarpa e a tentar encontrar locais para onde se possa fazer a descarga da água com sucesso.

"Com o apoio da Marinha portuguesa, será feita uma ação de busca e de reconhecimento para termos uma avaliação com mais pormenor do fundo da pedreira e podermos, eventualmente, identificarmos alguns dos nossos objetivos", disse José Ribeiro.

Além do sonar da Marinha, que já se encontra no 'teatro de operações', durante a tarde está previsto que o Instituto Hidrográfico "traga um outro equipamento, um ROV" (veículo operado remotamente), igualmente da Marinha, "para também dar alguma ajuda", disse o CODIS de Évora, ao fazer o ponto de situação sobre as operações de busca em curso em Borba (Évora), nas instalações dos bombeiros locais.

"Os mergulhadores, entretanto, não irão regressar enquanto estes equipamentos não nos deem uma imagem de pormenor daquilo que está no fundo da pedreira", visto que "são comandados remotamente" e isso permite "mais alguma garantia de segurança", argumentou.

Além disso, referiu, “estamos também a prever instalar alguns equipamentos na escarpa que nos permita uma monitorização em tempo real de algum movimento que possa acontecer”. Ou seja, algo que dê “um alerta mais precoce de um eventual deslizamento que possa ocorrer”.

Em suma, os trabalhos prosseguem “com o máximo de atenção”, “passo a passo, com muita ponderação e cuidado para não termos nenhuma surpresa”, rematou o comandante José Ribeiro.

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