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Dono de pedreira nega responsabilidades em tragédia. "Havia segurança"

O proprietário da pedreira que engoliu parte da EN255 descarta responsabilidade no aluimento de terras em Borba.

Dono de pedreira nega responsabilidades em tragédia. "Havia segurança"

Jorge Plácido Simões, proprietário da pedreira que estava desativada e que engoliu parte do troço da Estrada Nacional 255, em declarações à antena da SIC Notícias, nega qualquer responsabilidade perante a tragédia que abalou a região de Borba. Questionado sobre se descartava as responsabilidades, o proprietário foi perentório: “Completamente”.

Para sustentar a sua posição, Jorge Plácido Simões explicou ainda que o local da pedreira onde ocorreu o acidente estava inativo há mais de um ano. E, além disso, o proprietário tem ‘em mãos’, para lá do contrato de exploração do local, um “estudo feito pelo Instituto Superior Técnico”, datado de 2011/2012, de acordo com o qual é garantido que “estavam criadas as condições de segurança para voltar ao ativo”, asseverou.

De acordo com Jorge Plácido Simões, para a realização desse estudo foi necessária a deslocação ao local de “técnicos específicos” e foram ainda “realizadas grampagens, conforme é feito nas minas para segurar as zonas mais perigosas”.

Assegurou também o proprietário da pedreira que sempre foi acautelado o distanciamento de segurança entre a exploração da pedreira e a estrada, nomeadamente um espaço de cinco/seis metros e ainda um muro com rede. Por isso, tudo o que se tem dito sobre isso “são barbaridades”, frisou.

Em declarações à estação de Carnaxide, Jorge Plácido Simões recordou que foi realizada uma reunião com a presidência da Câmara Municipal de Borba, onde se tentou “falar com industriais da zona porque achávamos bem que a estrada deixasse de existir”. Isto porque, no seu entendimento, existia uma alternativa, “a variante”, e “em termos de segurança seria melhor acabar com a estrada. Na via havia muitos acidentes e algum automóvel poderia despistar-se e ir parar lá a baixo”.

Já em relação à empresa que gere a pedreira do lado, Jorge Plácido Simões prefere manter o silêncio. "A minha pedreira está inativa naquele local, a do outro lado está ativa, tirem as conclusões que quiserem", atirou.

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