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Mais de 11 milhões de toneladas de resíduos movidas com guias eletrónicas

Mais de onze milhões de toneladas de resíduos circularam este ano em Portugal com guias eletrónicas de transporte, afirmou hoje a Agência Portuguesa do Ambiente, que espera um aumento de 20 por cento no próximo ano.

Mais de 11 milhões de toneladas de resíduos movidas com guias eletrónicas
Notícias ao Minuto

18:02 - 19/11/18 por Lusa

País Ambiente

"Conseguimos rastrear a circulação de resíduos em Portugal de uma forma transparente e rápida. Antes, tínhamos guias em papel que chegavam muitas vezes depois de feita a transferência dos resíduos. Hoje, podemos verificar a origem, o destino e as quantidades de resíduos, desde os que produzimos em casa às empresas", afirmou à Lusa o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta.

A aplicação obrigatória das guias eletrónicas começou em janeiro deste ano e envolve 80 mil produtores registados, 12 mil transportadores e 3.700 destinos para resíduos.

De entre o universo de produtores, 420 são responsáveis por cerca de metade do total de toneladas de resíduos movidas.

Diariamente, é submetida uma média de 14 mil guias, o que dá um total de 2,97 milhões de guias este ano, que significou a poupança de três toneladas de papel em relação a antes deste ano, quando era preciso preencher três formulários diferentes.

"Antes, pagávamos dois e quatro euros por formulário, hoje custa 80 cêntimos e não há papel, há uma ferramenta eletrónica". salientou Nuno Lacasta.

A maior parte dos resíduos transportados provem da construção e demolição de estruturas e das instalações de gestão de resíduos.

O presidente da agência ambiental afirmou que o projeto está a "ser visto como uma referência, com vários países e a Comissão Europeia a perguntarem como se faz" e indicou que poderá vir a haver guias eletrónicas para o setor da pecuária e transporte de animais.

Na apresentação do balanço, que decorreu hoje no Laboratório nacional de Engenharia Civil, em Lisboa, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, indicou que há ainda mais a fazer para reforçar a fiscalização, envolvendo a GNR/SEPNA e a PSP, reconhecendo que ainda "há alguns operadores que querem contornar as suas obrigações".

Os casos de "chico-espertice" são aqueles em que a fiscalização se vai concentrar: "já os identificámos, não vai demorar a irmos à procura deles", declarou.

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