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Loureiro dos Santos: "Homem, militar e académico extraordinario"

A Associação de Deficientes das Forças Armadas (ADFA) lamentou hoje a morte do general Loureiro dos Santos, considerando tratar-se de um "homem, militar e académico extraordinário que dedicou toda a vida à causa pública".

Loureiro dos Santos: "Homem, militar e académico extraordinario"
Notícias ao Minuto

16:20 - 17/11/18 por Lusa

País ADFA

"Quer nas fileiras do Exército, quer no exercício de altos cargos governativos, quer ainda na investigação e transmissão do seu imenso saber através do ensino ou da escrita, deixando uma vasta bibliografia sobre a história e a ciência militar, lê-se num comunicado da ADFA sobre a morte de Loureiro dos Santos, hoje, aos 82 anos, em Lisboa.

Ao apresentar condolências à família, a Associação lembra ainda que Loureiro dos Santos foi combatente na Guerra colonial, no comando de uma bateria de artilharia em Angola e sublinha que o estimava, pois sempre "apoiou a causa dos deficientes militares".

Tanto enquanto secretário do Conselho da Revolução, como enquanto Chefe do Estado-Maior do Exército, vice-chefe do mesmo Estado-Maior ou como ministro da Defesa das duas vezes que desempenhou tais funções.

Nascido em Vilela do Douro, concelho de Sabrosa, no distrito de Vila Real, em 02 de setembro de 1936, José Alberto Loureiro dos Santos foi ministro da Defesa Nacional entre 1978 e 1980, nos IV e V Governos Constitucionais, chefiados por Carlos Mota Pinto e Maria de Lourdes Pintasilgo, ambos executivos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes.

Militar do ramo de artilharia, Loureiro dos Santos foi vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, em 1977, e Chefe do Estado-Maior do Exército. Foi membro do Conselho da Revolução.

Cumpriu duas comissões, em Angola (1962/1965) e em Cabo Verde (1972/1974), foi secretário do Conselho da Revolução no 'verão quente' de 1975 e, como major, participou no planeamento e execução das operações que contiveram o golpe de 25 de novembro de 1975. Passou à reserva em 1993.

Lecionou no Instituto de Estudos Superiores Militares, do qual fez parte do conselho científico, e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), no qual foi membro do Conselho de Honra, e era membro da Academia das Ciências de Lisboa e do Conselho Geral da Universidade Nova de Lisboa, como personalidade externa.

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