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Oficial: São 44 os arguidos. Bruno, Mustafá e Jacinto "conheciam o plano"

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) emitiu, esta sexta-feira, um comunicado no qual esclarece algumas informações relativamente ao processo que diz respeito à invasão à Academia de Alcochete e consequentes agressões.

Oficial: São 44 os arguidos. Bruno, Mustafá e Jacinto "conheciam o plano"

O Ministério Público requereu o julgamento em tribunal coletivo de 44 arguidos no processo que diz respeito aos factos ocorridos a 15 de maio em Alcochete. Estão, portanto, desfeitas e esclarecidas as dúvidas quanto a número de arguidos: são 44, dos quais 38 estão detidos em prisão preventiva.

Destes, 41 são “pertencentes a um grupo organizado de adeptos”, leia-se Juventude Leonina, enquanto os três restantes são o “seu líder (Mustafá), outro o oficial de ligação aos adeptos do clube (Bruno Jacinto) e outro o presidente do clube Bruno de Carvalho)”, lê-se na nota da PGDL.

Os arguidos são suspeitos da prática dos “crimes de introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, terrorismo, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, resistência e coação sobre funcionário e tráfico de estupefacientes”.

O Ministério Público refere que, “no essencial, ficou fortemente indiciado que 41 dos arguidos agiram, em comunhão de esforços e intentos, com a finalidade de executarem um plano comum previamente traçado”, tendo levado a cabo um conjunto de agressões que incluíram “atingi-los [aos ofendidos] com tochas, cintos, paus e bastões em regiões do corpo”. Mais. A procuradora Cândida Vilar sublinha que os 41 suspeitos tiveram “intenção de originar um ambiente de pânico e sofrimento físico e psicológico, sujeitando-os [as vítimas] a tratamento não compatível com a natureza humana”.

Também ficou “fortemente indiciado” que Bruno de Carvalho, Mustafá e Bruno Jacinto “conheciam o plano delineado pelos restantes 41 e determinaram-nos à prática” do mesmo, sendo que “nada fizeram para impedir a prática de tais atos violentos contra os ofendidos, tanto mais que criticaram sucessivamente os jogadores, potenciando um clima de violência contra os mesmos”.

O Ministério Público revela ainda que, no decorrer das diligências, foram “recolhidos abundantes meios de prova”, apreendidos diversos objetos utilizados na prática ilícita e ainda indicadas 68 testemunhas”.

"Bruno de Carvalho manifestava sentimentos de desprezo contra todos os jogadores da equipa principal"

A acusação defende que "os 41 primeiros arguidos quiserem criar um ambiente de pânico e sofrimento físico e psicológico nos ofendidos (...) e impedir os jogadores da equipa principal de futebol de participar noutras competições, designadamente no jogo da final da Taça de Portugal, face às lesões de que foram vítimas e ao estado emocional em que se encontravam", e acusa o então presidente leonino de estar a par do plano.

"Bruno Jacinto, Bruno de Carvalho e Nuno Mendes conheciam o plano delineado pelos restantes primeiros 41 arguidos e determinaram-nos à prática dos crimes de ameaça, ofensa à integridade física e sequestro", lê-se na acusação conduzida pela procuradora Cândida Vilar.

O MP diz que estes três arguidos "nada fizeram para impedir a prática de tais atos violentos (...), tanto mais que durante as reuniões em que estiveram presentes criticaram sucessivamente os jogadores, potenciando um clima de violência (...) que se foi instalando no seio da claque Juve Leo e no subgrupo Casuals" contra a equipa.

"A atuação reiterada de todos os arguidos revela um manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocavam nos ofendidos, sendo manifesto que os princípios e valores, pelos quais se regem os arguidos, revelam desrespeito pela vida, dignidade e profissão dos jogadores, os quais, apesar de serem atletas de alta competição, foram tratados durante meses como mais profissionais (...) pelo ex-presidente do clube, o arguido Bruno de Carvalho", acusa o MP.

A investigação acrescenta que havia há anos uma cultura de intolerância e que "Bruno de Carvalho manifestava sentimentos de desprezo contra todos os jogadores da equipa principal, designadamente contra Rui Patrício e William Carvalho", dois dos nove jogadores que rescindiram contrato com o Sporting alegando justa causa após o ataque à academia.

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