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Bruno de Carvalho e Mustafá saem em liberdade, mas pagam 70 mil euros

As medidas de coação do ex-presidente do Sporting Clube de Portugal e Nuno Mendes, líder da Juventude Leonina, foram conhecidas esta quinta-feira.

Bruno de Carvalho e Mustafá saem em liberdade, mas pagam 70 mil euros
Notícias ao Minuto

11:51 - 15/11/18 por Patrícia Martins Carvalho com Lusa 

País Tribunal do Barreiro

Depois de o interrogatório judicial ter sido adiado para quarta-feira devido à greve dos funcionários judiciais, só hoje, quinta-feira é que Bruno de Carvalho e Nuno Mendes, mais conhecido por Mustafá, conheceram as medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução criminal do Tribunal do Barreiro.

Os dois suspeitos vão aguardar julgamento liberdade, tendo-lhes sido aplicadas as medidas de coação de apresentações diárias nos postos policiais das respetivas áreas de residência.

Segundo a mesma fonte, os arguidos tiveram ainda de pagar uma caução de 70 mil euros cada um.

A informação foi avançada em primeira mão pela TVI.

Em frente ao tribunal juntaram-se vários apoiantes de Bruno de Carvalho que, inclusivamente, empunhavam cartazes com palavras solidárias para com o ex-presidente do Sporting e, quando tomaram conhecimento da decisão do juiz, celebraram efusivamente.

Entretanto, o comunicado divulgado pelo Juízo de Instrução Criminal do Barreiro confirma que foi determinado, além das apresentações diárias aos órgãos de polícia criminal, o pagamento por cada um dos arguidos de uma caução de 70 mil euros.

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes, líder da claque Juventude Leonina, conhecido por Mustafá, recorde-se, foram detidos no domingo e interrogados na quarta-feira pelo juiz Carlos Delca, num processo que já tinha 38 arguidos em prisão preventiva.

Bruno de Carvalho está indiciado por terrorismo, sequestro, ameaça agravada, detenção de arma proibida, ofensa à integridade física qualificada e dano com violência.

No total, o ex-presidente do clube lisboeta está indiciado por 57 crimes: um de terrorismo, 20 de sequestro, 20 de ameaça agravada, dois de detenção de arma proibida, 12 de ofensa à integridade física qualificada e dois de dano com violência.

Mustafá está indiciado pelos mesmos crimes de Bruno de Carvalho, acrescido de um de tráfico de droga.

O juiz Carlos Delca considerou que "a atuação dos arguidos revela um manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocam nas vítimas", no entanto, entendeu que apenas em relação ao crime de tráfico de droga, imputado a Mustafá, "se verificam fortes os indícios resultantes dos elementos de prova", razão pela qual considerou não estarem reunidos os pressupostos para a aplicação de medidas de coação mais gravosas relativamente aos outros crimes.

"Não sou traficante e não sou terrorista"

À saída do tribunal, Mustafá foi parco em palavras, mas foi perentório: “Não sou traficante e não sou terrorista”. O líder da claque leonina saiu com um semblante carregado, dizendo que neste processo “valeu tudo”. “Não saio satisfeito. Isto é alguma coisa? Isto é justo? Vejam o processo… eu não tenho nada a ver com isto”, frisou, tendo sido interrompido pelos seus seguidores que gritaram palavras de apoio.

Por sua vez, Bruno de Carvalho abandonou as instalações do Tribunal do Barreiro em silêncio, escoltado por uma viatura da GNR, mas não sem agradecer aos apoiantes que o esperavam. Momentos antes, a irmã, Alexandra de Carvalho, comentara: "Estou muito satisfeita, o juiz fez rigorosamente o que tinha de fazer".

Pouco depois de ter sido conhecida a decisão do juiz, era publicada no Twitter uma fotografia de Bruno de Carvalho ainda dentro do tribunal.

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