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Fundação de Miranda do Corvo lamenta que refugiados resistam à autonomia

Os refugiados sírios instalados em Miranda do Corvo, a quem foi cortada a eletricidade e água das habitações por falta de pagamento, têm mostrado resistência para se autonomizar, disse hoje à agência Lusa fonte da Fundação ADFP.

Fundação de Miranda do Corvo lamenta que refugiados resistam à autonomia
Notícias ao Minuto

14:27 - 13/11/18 por Lusa

País Sírios

A coordenadora do programa de acolhimento de refugiados da instituição, Paula Santos, explicou que as famílias em causa terminaram no início de setembro o contrato de apoio e não mostraram vontade de se autonomizar, conforme estipula o processo de acolhimento.

"Há dois meses que terminou o contrato de acolhimento, mas ao longo de todo o processo temos tentado resolver as suas situações. No entanto, houve resistência dos refugiados", disse a responsável.

Na segunda-feira, três famílias de refugiados sírios instalados em Miranda do Corvo ficaram sem água e eletricidade nas casas que habitam por ordem da Fundação ADFP, proprietária das habitações.

Em declarações à agência Lusa, duas das famílias disseram que não têm dinheiro para pagar a mensalidade exigida pela instituição que os trouxe para Portugal há cerca de ano e meio, no âmbito de um programa de acolhimento de refugiados.

Os refugiados sírios queixam-se de que a Fundação ADFP pretende cobrar uma renda de 340 euros por cada apartamento T3, incomportável para a sua situação económica.

Segundo Paula Santos, da Fundação ADFP, muito antes de o programa terminar, "foram-lhes apresentadas casas e rendas mais baixas, entre os 190 e os 250 euros e eles não quiseram sair".

"Houve oportunidades de trabalho e também aí continuaram as mesmas resistências", sublinhou.

O presidente da instituição, Jaime Ramos, explicou que, ao fim de ano e meio, quando termina o programa de apoio definido pelo Estado, "cada família deve autonomizar-se e passar a pagar renda de casa, água, eletricidade e as suas despesas".

"Terminou o prazo e estas três famílias recusaram-se a sair, embora uma delas já tenha dito que vai sair", disse o dirigente, salientando que, no caso de não terem trabalho, "a Segurança Social continua a dar apoio numa perspetiva humanitária".

Para Jaime Ramos, estes refugiados não podem ter um tratamento de exceção, lamentando que não façam "um esforço, nem colaborem".

A Fundação ADFP já acolheu 88 refugiados, sendo que a sua maioria se autonomizou e outros saíram do país, mantendo ainda 20 pessoas em programa de acolhimento.

A própria instituição contratou um dos refugiados e integrou outro num programa de formação para pessoas com incapacidade, uma "vez que têm maior dificuldade em se autonomizar".

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