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Suspeitos de assaltar idosos fogem pela janela do Tribunal do Porto

Três suspeitos de dezenas de assaltos a casas de idosos na área do grande Porto fugiram pela janela do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, noticia a SIC Notícias.

Suspeitos de assaltar idosos fogem pela janela do Tribunal do Porto

Ao Notícias ao Minuto, fonte da PSP disse que a fuga ocorreu por volta das 16h40 e que, pelas 19h15, os suspeitos ainda não haviam sido localizados. No total, tinham sido detidas cinco pessoas. A fuga ocorreu depois de o juiz lhes decretar prisão preventiva, na tarde desta quinta-feira.

O grupo, desmantelado pela PSP, é suspeito de ter levado a cabo pelo menos 30 assaltos violentos a residências de idosos, que terão rendido meio milhão de euros em dinheiro e bens, disse esta quinta-feira fonte policial. 

"Os roubos terão começado em fevereiro e indiciámos já este grupo pela prática de pelo menos 30 assaltos, mas admitimos que possam ser mais. E o valor global dos roubos será de uns 500 mil euros, entre dinheiro e bens", afirmou à agência Lusa o comissário Afonso Sousa, da Divisão de Investigação Criminal da PSP.

Os roubos ocorreram na zona mais oriental do Porto e em concelhos periféricos, como Gondomar, Valongo ou Maia, sendo imputados pela polícia a três pessoas, dois irmãos e um sobrinho destes, com idades entre 25 e 35 anos, que foram detidos em flagrante delito durante uma ação desenvolvida na terça-feira pela Divisão de Investigação Criminal da PSP, em Baguim do Monte, concelho de Gondomar, distrito do Porto.

Os alvos do grupo eram pessoas com idades entre 65 e 95 anos, segundo a fonte. "Atuavam sempre com grande violência. Às vezes agrediam as vítimas, ao ponto de algumas necessitarem de hospitalização, outras vezes punham sacos na cabeça dos assaltados, outras ainda intimidavam as pessoas com armas de fogo", disse o comissário.

Um dos irmãos foi condenado há uma década a nove anos de prisão por roubos agravados, que não chegou a cumprir, pelo que tinha pendente um mandado de detenção europeu, que "acaba por ser cumprido nesta operação".

O outro irmão foi condenado recentemente a cinco anos de prisão, pena suspensa, por roubos agravados.

Fora de flagrante delito, foram ainda detidos um homem de 64 anos (que receberia o ouro e prata roubados e que derretia estes metais nobres no forno apreendido pela polícia) e uma mulher de 22 anos, que prestaria algum tipo de apoio aos operacionais, nomeadamente no fornecimento de ferramentas.

A investigação do caso, afirmou o comissário Afonso Sousa, "foi muito difícil".

"Começámos em fevereiro e só agora é que conseguimos fazer a operação. Neste tipo de roubos, procurámos de imediato cessá-los porque causam muito alarme social, mas neste caso foi difícil. Cometiam os roubos, de cara tapada e luvas, e foi muito difícil para as pessoas darem-nos uma pista", disse.

Na operação foram apreendidos 32 mil euros em dinheiro, milhares de artigos em ouro e prata e um forno para os derreter, reagentes para testar metal e diamantes, três armas de fogo, munições, gorros, luvas, mochilas, balanças digitais, 250 maços de tabaco contrafeitos e telemóveis.

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