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Funeral da atriz Mariema realiza-se na próxima quarta-feira

O corpo estará já amanhã em câmara ardente no Centro Funerário de Santo Condestável.

Funeral da atriz Mariema realiza-se na próxima quarta-feira
Notícias ao Minuto

15:50 - 08/10/18 por Filipa Matias Pereira 

País Óbito

As exéquias fúnebres da atriz Mariema terão lugar no próximo dia 10 de outubro, quarta-feira, pelas 10h30. Em comunicado enviado à redação do Notícias ao Minuto pode ainda ler-se que à celebração de missa de corpo presente celebrar-se-á o funeral no Cemitério dos Prazeres em Lisboa.

O corpo da atriz estará em câmara ardente já esta terça-feira, dia 9 de outubro, a partir das 18h, no Centro Funerário de Santo Condestável (Campo de Ourique em Lisboa).

Recorde-se que Mariema Mendes de Campos, que nasceu em Lisboa, em 2 de setembro de 1943, no bairro de Campo de Ourique, morreu este domingo à noite, no Hospital de Santa Maria.

Começou cedo a cantar a fado, sobretudo para os amigos, mas foi num dos restaurantes onde cantava que Deolinda Rodrigues a descobriu, e sugeriu que entrasse para o teatro, segundo refere o fadista e investigador Vítor Duarte Marceneiro, no seu blogue 'Lisboa no Guiness'.

Em 1964, Mariema estreou-se no teatro ABC, no Parque Mayer, como atração, na revista 'É regar e por ao luar', iniciando uma longa carreira, nos palcos.

'Ai venham vê-las', também no ABC, - onde fez a sua primeira rábula, 'Gémeas', contracenando com Fernanda Borsatti, e 'Sopa no Mel', no Teatro Maria Vitória, para onde transitou depois do ABC, foram outras das revistas em que atuou.

No teatro Variedades, Mariema entrou no elenco da revista 'A Ponte a Pé', e o sucesso fez com que, a partir daqui, e durante três temporadas, tenha feito dupla com José Viana. Em 2015, regressou ao Variedades, para fazer 'Quer... é Parque Mayer'.

No final de 2014, na celebração dos seus 50 aos de carreira, Mariema foi homenageada no Montijo, no espetáculo 'É Revista, com certeza', em que atuou.

As últimas atuações de Mariema passaram igualmente por programas de televisão, como a série 'Conta-me como foi', e por participações em filmes como 'Refrigerantes e Canções de Amor', de Luís Galvão Teles, 'Axilas', de José Fonseca e Costa, e 'Os Gatos Não Têm Vertigens', de António-Pedro Vasconcelos.

Foi na revista 'Pão, Pão, Queijo, Queijo...', que Mariema se afirmou como uma das atrizes mais originais do teatro português, como recorda uma nota biográfica dos Artistas Unidos, companhia dirigida por Jorge Silva Melo, que a escolheu para duas peças, na primeira década de 2000: "Seis personagens à procura de autor", de Luigi Pirandello, e 'Sangue Jovem', de Peter Asmussen.

Na peça de Pirandello, em 2009, encenada por Silva Melo, Mariema contracenou com Lia Gama e João Perry, numa versão que subiu ao palco do Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa.

'Sangue Jovem', de Peter Asmussen, foi encenada por Silva Melo, em versão radiofónica, para a Antena 2. Lurdes Norberto, Amélia Videira e Rúben Gomes completaram o elenco.

As produções televisivas 'Ouro negro' (2017), 'Santa Bárbara' e 'Massa fresca' (2016), 'Sol de Inverno' (2013), 'Velhos amigos' e 'Os compadres' (2011), 'Liberdade 21' (2009), 'Morangos com Açúcar' (2008) contaram igualmente com o desempenho de Mariema.

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