Meteorologia

  • 24 MAIO 2019
Tempo
15º
MIN 14º MÁX 16º

Edição

Ministro da Defesa em risco de ser constituído arguido na Operação Húbris

Quem fez o quê? As peças-chaves do puzzle da Operação Húbris.

Ministro da Defesa em risco de ser constituído arguido na Operação Húbris
Notícias ao Minuto

09:28 - 05/10/18 por Notícias ao Minuto 

País Tancos

Na sua edição desta sexta-feira, o jornal Expresso traz a público os pormenores relativos ao depoimento de Vasco Brazão, major da Polícia Judiciária Militar (PJM) em prisão domiciliária na sequência da Operação Húbris – relativa à encenação montada no âmbito da descoberta e recuperação das armas que haviam sido furtadas nos paióis de Tancos.

De acordo com as declarações do major em sede de tribunal, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, tinha conhecimento do cenário fictício da recuperação das armas. Aliás, revela ainda o referido meio de comunicação social, que terá sido na altura em que a hierarquia da PJM teve conhecimento de que era alvo de uma investigação da Polícia Judiciária que foi dado conhecimento ao Ministério da encenação que havia sido montada juntamente com a Guarda Nacional Republicana de Loulé.

As circunstâncias remontam a uma cerimónia oficial que teve lugar no Terreiro do Paço no final de 2017. Altura em que o coronel Luís Vieira, diretor da PJM, terá sido, de acordo com o Expresso, informalmente alertado para o facto de a sua equipa estar ‘de baixo de olho’ da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária, a quem competia a investigação de Tancos. Sabe ainda o jornal que a Polícia Judiciária tem conhecimento há cerca de um ano do esquema montado pela PJM e pela GNR de Loulé. Uma carta anónima terá denunciado a operação.

Com efeito, o diretor, agora em prisão preventiva, terá considerado determinante avisar Azeredo Lopes da problemática em que a PJM e GNR de Loulé estavam envolvidas. Ora, refere o jornal que dias depois, na companhia do major Vasco Brazão, o coronel Luís Vieira se reuniu no Ministério da Defesa com o então chefe de gabinete de Azeredo Lopes, o general Martins Pereira. O objetivo? Informar relativamente à história real por trás da descoberta do material roubado. Saliente-se que, em declarações públicas esta quinta-feira em Bruxelas, Azeredo Lopes negou ter conhecimento do caso, desmentindo, assim, o major Vasco Brazão.

O mesmo meio de comunicação apurou também que, na referida reunião, Vasco Brazão entregou ao chefe de gabinete do ministro um memorando de duas páginas, onde se explicava de forma pormenorizada toda a operação. Perante as circunstâncias, alegou o major, o general Martins Pereira ligou a Azeredo Lopes que passou o telefone ao coronel Luís Vieira para que o diretor da PJM pudesse pô-lo a par da situação. 

Sabe ainda o Expresso que a Polícia Judiciária tem conhecimento há cerca de um ano do esquema montado pela PJM e pela GNR de Loulé. Uma carta anónima terá denunciado a operação

Azeredo Lopes incorrerá num crime?

A resposta é sim, caso as declarações de Vasco Brazão sejam provadas em sede de audiência no Tribunal de Instrução Criminal em Lisboa, onde correm os termos do processo.

Se Azeredo Lopes teve conhecimento da encenação e nada fez, o ministro pode vir a ser constituído arguido no processo por coautoria dos crimes imputados aos militares, nomeadamente associação criminosa, denegação de justiça, favorecimento e tráfico de armas.

Neste momento, os depoimentos do coronel Luís Vieira e do então chefe de gabinete do ministro – que agora é adjunto do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas para o Planeamento e Coordenação – serão decisivos.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório