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"Se Ronaldo for culpado, não sei onde é que Kathryn vai buscar forças"

Polémica envolvendo uma alegada violação tem colocado Cristiano Ronaldo (ainda mais) nas bocas do mundo. E o assunto está aí para durar.

"Se Ronaldo for culpado, não sei onde é que Kathryn vai buscar forças"

A polémica rebentou e está aí para durar. Cristiano Ronaldo está a ser acusado e ter violado Kathryn Mayorga, uma mulher norte-americana com quem se envolveu num hotel em Las Vegas, decorria o ano de 2009.

A deputada Isabel Moreira comenta o assunto na sua página de Facebook. “Fico impressionada com o nível de misoginia que anda por aí”, começou por dizer a socialista, lamentando que “por ser Ronaldo, por ser Portugal” a queixosa não tenha nome. “E, sem se ler uma investigação séria como esta, tudo o que vem sendo objeto da nossa luta cai por terra”, acrescenta, na mesma publicação onde partilhou a reportagem do jornal alemão Der Spiegel, que expôs o caso.

Isabel Moreira lamenta ainda que, em relação a esta polémica, se atirem argumentos como: “Se é modelo é duvidosa; se subiu, com uma amiga, à suite de Ronaldo, perdeu o direito a dizer 'não'; se houve acordo de confidencialidade é porque a 'gaja' queria dinheiro; se isto 'aparece só agora' é evidente que ela quer fama e mais dinheiro".

Sublinhando não saber se Ronaldo é culpado ou não, até porque a “presunção de inocência deve ser respeitada”, Isabel Moreira refere que tal não nos impede de ter opinião. E a sua é que o trabalho jornalístico da publicação alemã “é sério”; que "o sexismo atingiu níveis doentios (ajudado pelo nosso nacionalismo bacoco)”; que “há por aí duplos padrões de avaliação do caso Weinstein e deste caso” e que “este caso, como outros, tem um impacto mediático gigante, pelo que se Ronaldo for inocente, ele é demolidor e terrivelmente injusto para ele, mas se Ronaldo for culpado, não sei onde é que Kathryn Mayorga vai buscar forças”.

Recorde-se que Kathryn Mayorga afirma que Ronaldo a violou em 13 de junho de 2009 durante uma festa num hotel de Las Vegas, estado norte-americano do Nevada, tendo o jogador negado categoricamente a acusação.

À data, a queixosa denunciou a presumível violação à polícia de Las Vegas e foi submetida a um exame médico. Esta quinta-feira, os seus advogados informaram que na ocasião a sua cliente informou que o futebolista português seria o alegado agressor. Kathryn Mayorga alega que terá sido coagida a assinar um acordo de confidencialidade a troco de cerca de 325 mil euros (375 mil dólares), assentimento que agora os seus advogados consideram não ter valor legal.

A polícia de Las Vegas anunciou, entretanto, a reabertura do caso.

O futebolista português negou, na quarta-feira, as acusações de violação de que está a ser alvo, numa mensagem publicada na rede social Twitter. "Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo mediático montado por quem se quer promover à minha custa", escreveu.

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