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Conhecimento de ações de encobrimento? "É totalmente falso"

Ministro da Defesa reagiu à notícia do Expresso e garante que não soube de qualquer encobrimento relacionado com a recuperação do material de guerra furtado de Tancos.

Conhecimento de ações de encobrimento? "É totalmente falso"

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, negou esta quinta-feira ter conhecimento de um alegado esquema de encobrimento relacionado com a recuperação com o material de guerra furtado em Tancos.

"Queria dizer categoricamente que é totalmente falso que eu tenha tido conhecimento de qualquer encobrimento neste processo. Não tive conhecimento de qualquer facto que me permitisse acreditar que terá havido um qualquer encobrimento na descoberta do material militar de Tancos", garantiu aos jornalistas em Bruxelas, onde participa na reunião dos ministros da defesa da NATO. 

Esta quinta-feira, o Expresso noticiou que o major Vasco Brazão, investigador da Polícia Judiciária Militar (PJM), afirmou em tribunal que o ministro da Defesa tinha conhecimento do encobrimento do material de guerra furtado em Tancos.

Segundo a edição online do semanário, que cita fontes próximas do processo, Vasco Brazão garantiu em tribunal que foi entregue ao chefe de gabinete do ministro Azeredo Lopes um memorando que dava conta de toda a operação. O major acrescentou ainda que o chefe de gabinete contactou o ministro, por telefone, à frente de Vasco Brazão e do coronel Luís Vieira, ex-diretor da PJM. Em declarações ao Expresso, o ministro desmentiu. 

Mais tarde, Azeredo Lopes foi perentório ao afirmar que o seu alegado conhecimento da operação é "totalmente falso". 

O interrogatório de Vasco Brazão, recorde-se, começou na terça-feira e terminou já na madrugada de quarta-feira. O major ficou em prisão domiciliária, isto depois de ter regressado, na segunda-feira, de uma missão na República Centro-Africana.

No âmbito da Operação Húbis, segundo o Ministério Público, em causa estão "factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas".

O ex-diretor da PJM Luís Vieira e o alegado responsável pelo furto do material de guerra, o ex-militar João Paulino, ficaram em prisão preventiva.  

A Policia Judiciária, assim como o Ministério Público, acreditam que os dois ex-diretor da PJM e três membros da GNR de Loulé ajudaram a encobrir os alegados responsáveis pelo furto na entrega das armas, que aconteceu em outubro de 2017, depois de uma chamada anónima. Segundo a acusação, os militares pretendiam ficar com os louros da descoberta do material.

O Parlamento já deu luz verde para uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades políticas sobre o caso. O ministro da Defesa tem garantido que não se demite. 

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