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Arqueólogos descobrem nova porta de entrada de origem romana

Uma equipa de arqueólogos descobriu em Idanha-a-Velha, no distrito de Castelo Branco, as ruínas de uma das portas principais de entrada na antiga Egitânia, foi hoje anunciado.

Arqueólogos descobrem nova porta de entrada de origem romana
Notícias ao Minuto

14:30 - 03/10/18 por Lusa

País Idanha-a-Velha

"Esta descoberta aconteceu durante os trabalhos de escavação e limpeza de um troço da muralha existente a cerca de 300 metros da Sé Catedral de Idanha-a-Velha", refere em comunicado a Aldeias Históricas de Portugal - Associação de Desenvolvimento Turístico.

A descoberta daquela que terá sido a porta sul de uma das principais cidades do império romano na Beira Interior, antiga Igaedis, capital da Civitas Igaeditanorum, foi feita por uma equipa de arqueólogos, que está a trabalhar, há um ano, em Idanha-a-Velha, na sequência de um protocolo assinado em junho de 2017 entre a Câmara de Idanha-a-Nova, a Universidade de Coimbra e a Universidade Nova de Lisboa.

Este protocolo de colaboração técnica e científica para a salvaguarda e divulgação do património do município, nomeadamente de Idanha-a-Velha, o projeto IGAEDIS - Da Civitas Igaeditanorum à Egitânia, vai decorrer até dezembro de 2019, em Idanha-a-Velha, e tem como objetivo caracterizar e compreender a cidade antiga de Idanha-a-Velha e os seus territórios desde o século I a.C. ao século XII, um trabalho exaustivo que já não era feito no local desde a década de 1960.

Foi ao abrigo deste projeto que a equipa de arqueólogos descobriu um troço de muralha, com cerca de 10 metros de comprimento e, mais tarde, foram encontradas as ruínas da porta, que deverá ter tido três metros de largura.

"Já da muralha de Idanha-a-Velha, que após escavação revelou esta nova porta, sabe-se que tem quase 800 metros, o que a torna uma das mais significativas e melhor conservada do território português", lê-se na nota.

Patrícia Dias, do Gabinete de Arqueologia, Conservação e Restauro do Município de Idanha-a-Nova, realça a importância desta descoberta e de outros vestígios arqueológicos.

"Idanha-a-Velha constitui um dos principais cenários da história da Beira Interior Centro de Portugal. Foi um dos principais palcos de encontro entre culturas ao longo de séculos. Foi cidade capital de distrito em época romana, foi sede de bispado em época sueva-visigótica e continuou a revelar a sua centralidade até à época dos Templários e à transferência da sede episcopal para a Guarda", explica.

Segundo esta responsável, durante quase 1.200 anos, Idanha-a-Velha "talvez tenha sido mesmo o lugar mais importante entre o Tejo e o Douro na atual Beira Interior. E desses tempos ainda se conservam importantes testemunhos na atual Aldeia Histórica".

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