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Centro Pediátrico do São João? "Não somos sádicos nem impenitentes"

A administração do Centro Hospitalar de São João (CHSJ) reagiu ao facto de o Governo ter dado luz verde à construção do Centro Pediátrico.

Centro Pediátrico do São João? "Não somos sádicos nem impenitentes"
Notícias ao Minuto

11:11 - 20/09/18 por Filipa Matias Pereira 

País Administração

O Governo autorizou, esta quarta-feira, a administração do Centro Hospitalar de São João (CHSJ), no Porto, a lançar o concurso para a conceção e construção das novas instalações do Centro Pediátrico. Em reação ao despacho assinado pelos ministros das Finanças, Mário Centeno, e da Saúde, Adalberto Fernandes, e publicado no Diário da República, o presidente do Conselho de Administração do CHSJ reagiu ao facto de o Governo, ao fim de 10 anos, ter dado luz verde ao projeto.

Questionado relativamente ao período temporal de duração da obra, o médico foi perentório ao defender “o máximo interesse da instituição” em concluir o Centro Pediátrico do Hospital São João. “Não somos nenhuns sádicos nem impenitentes”, nem estamos a “usar algum artifício para adiar o início da obra”. Aliás, acrescentou em declarações aos jornalistas, “é público que ao longo dos anos temos tentado que a obra seja feita o mais rápido possível e acreditamos que o Governo está também de boa-fé, caso contrário não tínhamos avançado com este diploma conjunto, rubricado pelo ministro das Finanças e da Saúde”.

Neste sentido, algumas vozes se têm erguido no sentido de aproveitar um projeto elaborado há 10 anos, por forma a incrementar a celeridade no projeto. Perante esta questão, António Oliveira e Silva assegura que o Centro Hospitalar tem todo o interesse “em queimar etapas do processo”, o problema reside na necessidade de, enquanto instituição pública que é, o CHSJ ter de “obedecer ao código da contratação pública que impõe determinados requisitos”, nomeadamente o lançamento de concursos.

O projeto anterior, explicou ainda, tem uma década e “durante este período houve uma reorganização da assistência pediátrica no grande Porto, nomeadamente com a abertura do Centro Materno-Infantil do Norte que nos obrigou a reequacionar tudo, inclusive a missão da Pediatria do São João”, impondo-se a necessidade de esta ser “mais diferenciada e dedicada” e isso “tem implicações no projeto”.

Contudo, apesar de “o projeto estar obsoleto, de facto facilitava-nos a vida se pudéssemos trabalhar em cima dele, porque há estruturas e infraestruturas que vão ser comuns. Mas estamos neste momento a consultar o departamento jurídico e temos de cumprir os trâmites da contratação pública”, terminou, realçando ainda que, “no que depende do Centro Hospitalar, as peças estão preparadas para lançar o concurso em três semanas”.

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