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Alfa pendular viajou a alta velocidade com uma avaria

A CP - Comboios de Portugal assegurou que já foi aberto um inquérito para apurar a situação.

Alfa pendular viajou a alta velocidade com uma avaria

Na terça-feira da semana passada, um comboio Alfa Pendular que fazia a ligação entre Lisboa Santa Apolónia e Braga, com chegada prevista ao destino às 14h00, sofreu uma avaria que obrigou ao transbordo dos passageiros na estação de Campanhã, no Porto.

A situação chega agora a público, através de comunicado enviado pela CP às redações, em que a empresa assegura que, “de acordo com as práticas habituais”, foi “aberto um inquérito para total esclarecimento do sucedido”.

A informação foi avançada pelo Jornal de Notícias no passado fim de semana, dando conta, inclusive, que neste tipo de viagem “em que chegam a ser atingidos os 220 quilómetros por hora, os rolamentos de um dos rodados griparam, fazendo com que o veio que liga as rodas de uma carruagem derretesse devido às altas temperaturas”.

Refere o mesmo meio de comunicação que, à passagem do comboio por Aveiro, testemunhas alegam ter visto fumo a sair da composição, mas a avaria só terá sido confirmada na estação de Campanhã. Altura em que, como refere a CP, “os passageiros com destino a Braga foram transbordados para outra composição e o comboio foi retirado do serviço comercial e encaminhado para a oficina de Contumil, em condições de segurança”.

Perante as circunstâncias, a CP assegura ainda que “a frota Alfa Pendular é objeto de rigorosa manutenção por parte da EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário)”, de acordo com “os mais elevados padrões de qualidade, em particular no que respeita à segurança da circulação”.

Fonte do Notícias ao Minuto, um engenheiro especialista em manutenção ferroviária explicou que "o fumo em causa poderia derivar do sobreaquecimento do rolamento devido a um defeito de fabrico ou até mesmo por falta de massa por fuga". Porém, "de Aveiro ao Porto, não me parece que a situação pudesse provocar um descarrilamento. Acredito mesmo que levantar essa questão é um exagero". A possibilidade de descarrilamento só poderia ser equacionada no caso "de um desgaste intenso de um rolamento, mas mesmo essa situação não aconteceria de um dia para o outro. E, neste caso, acredito que os responsáveis pela manutenção se aperceberiam da situação atempadamente". 

Já em declarações ao Público, outro especialista em manutenção ferroviária, que já foi quadro da EMEF, elucidou que a situação em causa pode "acontecer a qualquer momento, mesmo quando a manutenção é perfeita e até pode acontecer com rolamentos novos... basta que tenham um defeito de fabrico ou sido sujeitos a mau manuseamento". 

É neste contexto que se torna imperiosa a utilização de sistemas de deteção de caixas quentes que estão colocados ao longo da via férrea e que identificam aumentos de temperatura dos rodados à passagem dos comboios. "Ao contrário dos comboios mais recentes, o Alfa Pendular, que é uma tecnologia dos anos 90, não tem nenhum sistema de deteção de temperatura anómala que permita dar o alerta para um problema deste tipo", contou este especialista ao Público.

Escreve ainda este meio de comunicação que fontes da EMEF que preferiram manter o anonimato "reconhecem que há já vários anos que a logística da empresa não consegue responder às solicitações de peças e que a sua falta é transversal a todas as oficinas da empresa". 

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