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Diligências de recolha de prova (e não buscas) na Câmara de Pedrógão

De acordo com a TVI, esta segunda-feira estariam a ser levadas a cabo buscas em Pedrógão Grande, depois de a Polícia Judiciária ter estado, na semana passada, na Câmara Municipal e na Casa da Cultura daquele município. Contactada pelo Notícias ao Minuto, fonte da Procuradoria-Geral da República desmentira já que a autarquia estivesse a ser alvo de novas buscas, esclarecendo, entretanto, ter-se tratado de uma "recolha de prova documental".

Diligências de recolha de prova (e não buscas) na Câmara de Pedrógão
Notícias ao Minuto

10:46 - 17/09/18 por Filipa Matias Pereira 

País Justiça

A TVI dava conta, esta segunda-feira de manhã, que a Polícia Judiciária estaria a realizar novas buscas em Pedrógão Grande, isto depois de, na semana passada, ter estado na Câmara Municipal e na Casa da Cultura daquele município. Perto do meio-dia, a estação de Queluz viria a retificar a informação, indicando que nas instalações da autarquia estavam antes "cinco elementos" de uma "equipa de técnicos revisores de contas", a proceder a uma auditoria.

Questionada pelo Notícias ao Minuto, fonte da Procuradoria-Geral da República não confirmara inicialmente a informação de novas buscas. Mais tarde, a mesma fonte esclareceria que "em causa estão diligências de investigação destinadas à recolha de prova documental e pessoal, mas que não consubstanciam buscas". 

Entretanto, também a própria autarquia desmentiu que ali estivessem a ser encetadas buscas. "Não estão a ocorrer nenhumas novas buscas da PJ na Câmara", pode ler-se numa nota enviada às redações.

"Hoje, segunda-feira, é dia de atendimento público, pelo presidente da Câmara, pelo que há maior movimento de pessoas". Assim, justifica a autarquia que a "falsa" informação pode ter tido origem "num observador descuidado". 

Recorde-se que as buscas efetuadas na semana passada estão relacionadas com a suspeita de ilegalidade no processo de reconstrução das casas afetadas pelo incêndio de 2017.

Na passada quarta-feira, cerca de 10 inspetores foram mobilizados para começarem as buscas na Câmara Municipal de Pedrógão Grande, sendo que depois foram encaminhados para a Casa da Cultura, local onde funcionava o gabinete que foi criado para gerir a reconstrução das casas na sequência dos incêndios do ano passado. 

O incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, tendo destruído cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

Em junho, no inquérito relacionado com a responsabilidade do incêndio, eram 10 os arguidos, todos pessoas singulares, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra.

[Notícia atualizada às 13h44]

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