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Reitor da UTAD: Resultados da 1.ª fase revelam maior coesão territorial

O reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douto (UTAD) defendeu hoje que os resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior revelam maior coesão territorial, mas que ainda há trabalho a fazer.

Reitor da UTAD: Resultados da 1.ª fase revelam maior coesão territorial
Notícias ao Minuto

14:39 - 09/09/18 por Lusa

País Ensino Superior

Em declarações à Lusa, a propósito dos resultados da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, hoje conhecidos, o reitor da UTAD, António Fontainhas Fernandes, que é também presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), considerou os resultados "muito positivos", sublinhando que essa é uma leitura pessoal, uma vez que o CRUP só se reúne para analisar os dados na próxima terça-feira.

Fontainhas Fernandes destacou a "percentagem muito elevada de ocupação de vagas", num ano com menos três mil candidatos e com menos alunos a cumprir requisitos de candidatura devido às notas dos exames nacionais.

No entanto, apesar das condicionantes, revelou-se "mais coesa a nível territorial" e com sete instituições do interior que "crescem claramente", dado revelador que "o país tem que regular a entrada no ensino superior".

Este ano as instituições públicas de ensino superior de Lisboa e Porto foram sujeitas a um corte de 5% no número de vagas, que se traduziu em menos 1.100 lugares disponíveis para os candidatos em algumas das maiores instituições do país, uma medida justificada pelo Governo com a necessidade de promover a coesão territorial e a procura de cursos no interior do país.

Fontainhas Fernandes considera natural que a procura pelos cursos de Lisboa e Porto se mantenha nos mesmos níveis, "até pela marca que essas instituições têm", mas defende que é essa marca que lhes traz oportunidades melhores na captação de estudantes internacionais ou até na mobilidade de estudantes portugueses, que podem iniciar estudos de 1.º ciclo (licenciatura) em instituições de interior e concluir o 2.º ciclo (mestrado) em universidades e politécnicos de Lisboa e Porto.

Ainda assim, para melhorar os efeitos da medida administrativa da redução de vagas, Fontainhas Fernandes entende que são necessárias medidas adicionais, nomeadamente ao nível da ação social, mas sobretudo, trabalho interno.

"As instituições não têm que estar à espera de políticas públicas, têm que fazer o seu trabalho", disse.

Mais de 10% dos candidatos à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior não conseguiram entrar numa instituição pública, com 43.992 colocados entre 49.362 candidatos, revelam os dados hoje divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

Para as próximas fases de acesso ao ensino superior sobraram este ano 7.290 vagas, mais do que os 6.225 lugares que restaram em 2017.

Os estudantes podem este ano escolher um dos 1.068 cursos disponíveis, entre licenciaturas, mestrados integrados e cursos preparatórios.

Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior são hoje divulgados pela DGES, no seu portal (http://www.dges.gov.pt), a partir das 00:00, ficando ainda disponíveis para consulta pelos alunos através da aplicação para telemóvel ES Acesso.

As candidaturas à segunda fase do concurso nacional de acesso decorrem entre 10 e 21 de setembro, para a qual ficam disponíveis as vagas sobrantes da primeira fase, as vagas da primeira fase para as quais não se tenha concretizado a matrícula dos alunos colocados e as vagas da primeira fase libertadas por alunos que tentem outra colocação na segunda.

Os resultados da segunda fase do concurso são divulgados a 27 de setembro.

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