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Fogo de Monchique pode ter posto em risco águia-de-bonelli

O incêndio de Monchique, considerado hoje dominado após uma semana, poderá ter posto em perigo a águia-perdigueira, ou águia-de-bonelli, uma espécie em risco, disse hoje a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

Fogo de Monchique pode ter posto em risco águia-de-bonelli
Notícias ao Minuto

15:16 - 10/08/18 por Lusa

País Aves

A águia-de-bonelli, que a SPEA assinalou como a ave do ano 2018, nidifica na região, onde há uma das mais importantes populações e onde pelo menos quatro casais poderão ter sido diretamente afetados.

Num comunicado divulgado hoje a SPEA diz que esses quatro casais nidificavam na zona ardida, "com vários ninhos que poderão ter desaparecido com o fogo".

Joaquim Teodósio, coordenador do departamento de conservação terrestre da SPEA, diz que há outros casais com território próximo que também poderão ter sido afetados ou estar em risco.

A SPEA refere que a serra de Monchique está classificada internacionalmente como Área Importante para as Aves e a Biodiversidade, e faz parte da Rede Natura 2000, dada a sua importância para uma variedade de espécies e habitats.

A águia-perdigueira viu a sua população começar a diminuir nos anos 1980, mas no sul de Portugal a situação inverteu-se e houve uma expansão. No sul, diz a SPEA, as águias preferem fazer os ninhos em árvores de grande porte, quando habitualmente usam escarpas, e são por isso mais vulneráveis aos incêndios.

A SPEA alerta ainda que, além do impacto direto sobre os ninhos, o incêndio "terá certamente" causado a morte de perdizes, pombos, coelhos e outras presas de que as águias-perdigueiras dependem, "pelo que nos próximos tempos é provável que as águias-perdigueiras enfrentem escassez de alimento".

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais e considerado dominado hoje de manhã, deflagrou no dia 03 à tarde, em Monchique, distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

A Proteção Civil atualizou o número de feridos para 41, um dos quais em estado grave (uma idosa que se mantém internada em Lisboa).

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, as chamas consumiram cerca de 27 mil hectares. Em 2003, um grande incêndio destruiu cerca de 41 mil hectares nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

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