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Costa garante que não desvalorizou gravidade do incêndio de Monchique

Primeiro-ministro foi alvo de críticas depois de referir que situação em Monchique era "a exceção que confirma a regra do sucesso" do combate aos fogos. Em comunicado, garante que declarações "foram descontextualizadas e deturpadas".

Costa garante que não desvalorizou gravidade do incêndio de Monchique
Notícias ao Minuto

19:03 - 09/08/18 por Pedro Bastos Reis 

Política Primeiro-ministro

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta quinta-feira que as suas declarações na sede da Autoridade Nacional da Proteção Civil, na quarta-feira, não pretendiam desvalorizar a gravidade do incêndio que lavra há sete dias em Monchique e que já alastrou aos concelhos de Silves e Portimão.

"O primeiro-ministro não só não procurou desdramatizar ou desvalorizar a gravidade da situação em Monchique como disse, pelo contrário, que a situação era alarmante e ia agravar-se", lê-se num comentário enviado pelo gabinete de António Costa a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

Nesse sentido, o primeiro-ministro considera que as suas declarações, quando referiu que Monchique era "a exceção que confirma a regra" de sucesso no combate aos fogos, "foram descontextualizadas e deturpadas"

Na conferência de imprensa de quarta-feira, Costa adiantou que nos cinco dias mais críticos, em que se registaram temperaturas mais elevadas, particularmente no sábado, dia 4 de agosto, registaram-se 582 ignições, 26 das quais deram origem a incêndios. Desses 26 fogos, sublinhou Costa, apenas o de Monchique teve uma grande dimensão, o que, para o primeiro-ministro, "é uma exceção que confirma a regra do que aconteceu no conjunto do país". 

No mesmo documento, o gabinete do primeiro-ministro considera "falso" que as palavras de Costa "tenham sido para elogiar as políticas de prevenção promovidas pelo Governo". Ao invés disso, explica, o primeiro-ministro "elogiou, sim, todos os portugueses, pelo esforço de limpeza feito ao longo do ano e pela contenção de comportamentos de risco"

António Costa realça ainda que "é cedo para fazer quaisquer balanços dos incêndios", sendo que o que é absolutamente prioritário é assegurar a proteção da vida das pessoas. Costa deixou ainda "uma palavra de solidariedade para com as pessoas afetadas com os incêndios".

O incêndio que lavra há sete dias em Monchique, e que já alastrou aos concelhos de Silves e Portimão, causou pelo menos 39 feridos [número entretanto revisto para 41], um deles grave. Cerca de 50 casas foram destruídas e mais de 300 pessoas tiveram de abandonar as suas casas. 

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