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"Vento vai favorecer a progressão do incêndio durante esta noite"

A Segunda Comandante Operacional Nacional e porta-voz da Proteção Civil, Patrícia Gaspar admitiu, no briefing desta noite, que o incêndio em Monchique “assumiu um comportamento completamente adverso com uma violência e agressividade enorme”. E para esta noite, as previsões apontam para um cenário complicado.

"Vento vai favorecer a progressão do incêndio durante esta noite"
Notícias ao Minuto

20:33 - 08/08/18 por Natacha Nunes Costa 

País Patrícia Gaspar

No balanço à situação do incêndio em Monchique, Patrícia Gaspar, Segunda Comandante Operacional Nacional da ANPC, admitiu ao início da noite desta quarta-feira que a situação no terreno está complicada e prevê que esta piore nas próximas horas.

Vamos redefinir aquilo que será a estratégia para a noite, não nos espera um período fácil, a meteorologia, sobretudo o vento, mantém-se bastante desfavorável, vai favorecer aquilo que é a progressão do incêndio e temos de ter um cuidado imenso na análise”, afirmou a porta-voz da Proteção Civil, adiantando que a situação em Silves está “muito complexa”.

Ao contrário do que tinha dito no ponto de situação da manhã desta quarta-feira, onde Patrícia Gaspar assumiu estar perante “uma situação mais estável” em Monchique, as reativações assumiram, já depois das 14h00, “comportamentos adversos com uma violência e com uma agressividade enorme”.

Contudo, a Segunda Comandante Operacional Nacional da ANPC garantiu que não houve falhas na coordenação dos meios mas sim “um constrangimento sério”.

Não houve nenhuma falha, durante a noite anterior e até às 14h00 de hoje tínhamos a situação, como vos referi, bastante estabilizada. A mudança deve-se à meteorologia que se fez sentir neste local provocando este comportamento absolutamente errático. Foi uma situação muito complexa, não é uma questão de falha é um constrangimento sério com o qual tivemos que jogar para tentar responder o melhor possível”, explicou.

Além do incêndio ter lavrado durante a tarde desta quarta-feira numa extensão bastante significativa, que, segundo Patrícia Gaspar, foi de São Marcos a Silves, os operacionais lidaram com “um grau de exigência enorme, sendo praticamente impossível antecipar o comportamento do fogo”.

Patrícia Gaspar fez ainda um apelo a todas as pessoas para que "sigam escrupulosamente as indicações das autoridades no terreno".

Até às 20h00 desta quarta-feira, a autoridade nacional não dispunha de dados finais sobre o número de pessoas retiradas de suas casas durante a tarde. De manhã, a responsável indicou que havia 181 pessoas deslocadas.

Recorde-se que o incêndio deflagrou na tarde de sexta-feira em Monchique, lavrando também nos concelhos de Portimão e Silves.

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