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Pinho não desrespeitou com silêncios porque tinha "avisado ao que vinha"

Ricardo Sá Fernandes, advogado de Manuel Pinho, considerou hoje que o ex-ministro da Economia só teria desrespeitado o parlamento com a ausência de respostas sobre as eventuais ligações ao GES caso "não tivesse previamente avisado ao que vinha".

Pinho não desrespeitou com silêncios porque tinha "avisado ao que vinha"
Notícias ao Minuto

20:39 - 17/07/18 por Lusa

País Advogado

À saída da audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, que decorreu hoje à tarde na Assembleia da República, Manuel Pinho não quis prestar esclarecimentos aos jornalistas, tendo cabido ao advogado Ricardo Sá Fernandes dar respostas à comunicação social.

Durante as dezenas de perguntas dos deputados relativas aos eventuais pagamentos que terá recebido pelo Grupo Espírito Santo (GES) enquanto ministro da Economia do Governo de José Sócrates, Manuel Pinho recusou sempre responder por serem matérias "em avaliação judiciária", deixando bem claro que tinha previamente imposto as regras para aceder "ao convite" resultante do requerimento do PSD.

Ricardo Sá Fernandes reiterou que "Manuel Pinho tem o direito de escolher o quadro da sua defesa" e "veio à Assembleia da República esclarecendo que iria falar sobre política de energia e não sobre a matéria que está em investigação nos tribunais, até que ele saiba exatamente o que é que está em investigação".

"Seria uma falta de respeito se ele não tivesse previamente avisado ao que vinha. Avisou e explicou porquê", concretizou o advogado.

Segundo Sá Fernandes, Manuel Pinho "respondeu a tudo menos aquilo que previamente definiu que não iria responder".

"Eu sempre disse que Manuel Pinho não deixará nenhuma pergunta sem resposta, agora quem escolhe o território da defesa é ele. Manuel Pinho já teve a sua reputação destruída, foi massacrado como eu não me recordo de ninguém na democracia portuguesa com base em notícias que são retiradas de um processo em que ele ainda não foi ouvido", criticou.

O advogado de defesa foi mais longe: "os senhores hão de perceber, na altura própria, porque é que ele não adianta explicações".

"Há razões substanciais que levam a que Manuel Pinho entenda que não é este o momento para responder a essas perguntas. Não é um capricho, isto é um exercício de um direito", insistiu.

Depois de Sá Fernandes foi a vez do deputado social-democrata Emídio Guerreiro falar aos jornalistas, começando por considerar que "valeu a pena o PSD insistir na realização desta audição".

"Não me parece que seja muito correto utilizar o parlamento para esse tipo de defesa, assim como, em tese, também não me parece muito correto que Manuel Pinho não preste declarações à imprensa, mas seja o seu advogado a prestar no parlamento", criticou.

Na opinião de Emídio Guerreiro, "Manuel Pinho quis só referir-se a uma das questões do requerimento e mesmo nesta referiu-se sobretudo aquelas que lhe interessou".

"Lamento que Manuel Pinho tenha desperdiçado esta oportunidade para pôr fim a um conjunto de especulações que andam na praça pública já há quase três meses. A opção foi não responder ao PSD, ao BE, CDS-PP e PCP. O doutor Manuel Pinho só não respondeu sobre as matérias que não quis", condenou.

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