Meteorologia

  • 24 SETEMBRO 2018
Tempo
33º
MIN 32º MÁX 36º

Edição

PNR e movimentos antirracistas em confronto verbal esta tarde em Lisboa

Lisboa, 13 jul (Lusa) -- As questões raciais na sociedade portuguesa motivaram esta tarde uma "troca de palavras" entre movimentos antirracistas e militantes do Partido Nacional Renovador (PNR), durante a realização de duas manifestações simultâneas na zona do Rossio, em Lisboa.

PNR e movimentos antirracistas em confronto verbal esta tarde em Lisboa
Notícias ao Minuto

22:12 - 13/07/18 por Lusa

País Manifestações

O confronto verbal entre os dois grupos ocorreu no momento em que o PNR chegou ao largo de São Domingos, onde decorria uma concentração de associações antirracistas, composta por representantes dos movimentos Djass (associação de afrodescendentes), SOS Racismo, Plataforma Gueto, Consciência Negra e Casa Brasileira de Lisboa.

Apesar de alguns insultos entre elementos dos dois grupos, não houve qualquer confronto físico, uma vez que no local se encontravam elementos da PSP.

A manifestação antirracista, que juntou cerca de uma centena de pessoas, foi convocada, através das redes sociais, pela associação Djass e surgiu na sequência de vários casos de "discriminação racial", nomeadamente a agressão, no Porto, a uma jovem de origem colombiana.

"O episódio que ocorreu no Porto e o julgamento dos polícias de Alfragide são a ponta do icebergue que potenciaram a convocação desta concentração", explicou à agência Lusa Beatriz Gomes, da associação Djass, minutos antes da chegada do PNR ao local.

A ativista sublinhou que "existe em Portugal uma grande dificuldade em discutir o racismo", uma vez que é considerado um "não assunto".

"O racismo institucional, que nós achamos que é sistémico na sociedade portuguesa, e que atravessa as inúmeras instituições, condiciona a vida dos negros e das negras em Portugal", apontou.

Do lado oposto, o presidente do PNR, José Pinto Coelho, acompanhando por uma dezena de militantes, acusou estes movimentos antirracistas de serem promovidos por uma "agenda racista da extrema esquerda", negando a existência de um sentimento racista em Portugal.

"Associações como o SOS racismo, que são pagas por todos nós, é que, no fundo, fomentam o maior racismo em Portugal. Em Portugal nunca existiu racismo. Eles é que estão a criar uma onda de racismo, que tem os dois sentidos", atestou.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório