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Casar como na Idade Média? Na Viagem Medieval da Feira será possível

A recriação histórica 'Viagem Medieval em Terra de Santa Maria' arranca a 01 de agosto na cidade da Feira e este ano vai disponibilizar ao público cerimónias de casamento sem estatuto oficial, mas com real afeto.

Casar como na Idade Média? Na Viagem Medieval da Feira será possível
Notícias ao Minuto

19:09 - 13/07/18 por Lusa

País Novidade

Essa é uma das novidades que a direção do evento anuncia para a sua 22.ª edição, que decorre até 12 de agosto, transforma o centro da cidade numa evocação da Idade Média e agora também rentabilizará a prática acumulada ao longo dos anos na organização de pedidos de casamento surpresa, aplicando esse conhecimento num pacote-experiência pago que permitirá aos mais apaixonados passarem do noivado ao patamar seguinte.

"O pacote chama-se 'Pedro e Inês', que são as figuras principais do período histórico a recriar nesta edição, e dá acesso a uma boda ao estilo do século XIV", revela à Lusa o diretor-geral da Viagem Medieval, Paulo Sérgio Pais.

Segundo o responsável, "o casamento não vai ter caráter oficial, porque não envolve juiz nem conservatória de registo civil, mas é para quem dispensa essas coisas e mesmo assim quer celebrar de alguma forma o relacionamento que tem com o seu companheiro".

O custo da experiência é de 150 euros e inclui lugar de estacionamento VIP para uma viatura, acesso gratuito ao recinto para duas pessoas, usufruto de dois trajes medievais completos e respetiva caracterização, a personagem do padre, uma certidão de casamento medieval, o jantar da festa para o casal e um registo fotográfico de cinco imagens.

Se os noivos quiserem comitiva, podem levar até 30 convidados, mas caberá a cada um deles e também aos recém-esposados pagar 32,5 euros pelo respetivo repasto individual. Se o casal quiser passar despercebido, a organização da Viagem convocará por si mesma 30 convivas, para que a festa seja devidamente participada.

Sejam muitos ou poucos os enamorados a querer casar nesse estilo medieval, a organização não irá realizar mais do que um casamento por dia, porque o espaço disponível na zona que acolhe a cerimónia é limitado e também "não há interesse em vulgarizar uma experiência que se quer realmente especial".

"Tudo isto é um processo", avalia Paulo Sérgio Pais. "A primeira experiência que fizemos deste género era com pessoas que queriam ser guerreiras por um dia, demos-lhes a oportunidade de participar num espetáculo de grande formato e desde aí a coisa continuou sempre a evoluir até este ponto", recorda.

Desde então as solicitações passaram a ser em maior quantidade e de ordem mais variada, pelo que este ano são já dez os pacotes-experiência disponíveis no evento, uns para quem idealiza ser cavaleiro, outros para meninas que sonham ser princesas e ainda alguns para os verdadeiros aficionados da história da Idade Média.

"O desafio é conseguir proporcionar sempre mais dinâmica ao evento e despertar novas emoções, para que as pessoas se possam envolver na Viagem de forma quase intrusiva, mesmo intensivamente", defende Paulo Sérgio Pais. "E isto justifica-se porque, como eu já digo há muitos anos, o mais interessante não é ir à Viagem - o melhor mesmo é 'estar' na Viagem", assegura.

Entretanto, está já marcado o primeiro Casamento da Viagem Medieval de 2018. Vai realizar-se a 04 de agosto e unirá pelos laços do matrimónio fictício um casal proveniente de Aveiro.

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