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"Se médicos exercerem direitos, é posta em causa urgência da MAC"

O alerta chega do Sindicato dos Médicos da Zona Sul.

"Se médicos exercerem direitos, é posta em causa urgência da MAC"
Notícias ao Minuto

11:28 - 12/07/18 por Filipa Matias Pereira 

País Sindicato

Para o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS), torna-se imperiosa a contratação de médicos para a Maternidade Alfredo da Costa e a negociação com o primeiro-ministro. A solidariedade para com os chefes da equipa de urgência da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), que se demitiram poucos dias depois da demissão dos chefes de equipa da urgência do Hospital de São José, chega por comunicado enviado às redações.

Com efeito, o Sindicato reafirma a sua profunda preocupação com as situações de rutura causadas, “entre outras, pela falta de condições de trabalho e de pessoal médico, com graves consequências para a qualidade da assistência prestada aos doentes”.

Para a direcção do SMZS, “a gravidade da situação no SNS atinge contornos de alarme social e exige-se a intervenção governamental ao mais alto nível”. Por isso, reitera-se o “apelo já feito ao primeiro-ministro para que intervenha”.

A Maternidade Alfredo da Costa, recorde-se, “é um hospital de última linha, que recebe as grávidas com situações mais complicadas e exigentes. A urgência deste hospital tem sido garantida por oito equipas, que integram 39 médicos, 13 com mais de 50 anos, sete com mais de 55 e dois com mais de 65”.

Os médicos com mais de 50 anos, explica ainda o Sindicato, “têm o direito a pedir escusa de horário noturno e os colegas com mais de 55 anos podem, ao abrigo da lei, não prestar trabalho em urgência. Se estes médicos decidirem exercer os seus direitos, fica gravemente posta em causa a qualidade e o funcionamento da urgência da MAC”.

Esta situação está diretamente associada ao facto de o Ministério da Saúde “não abrir concursos e vagas para a contratação dos médicos necessários. Seriam necessários pelo menos mais nove médicos”.

O Sindicato rejeita, por isso, “esta política do Ministério da Saúde de desmotivação dos profissionais, desprezo pelas carreiras, de esvaziamento dos serviços públicos e de encerramento de unidades hospitalares”.

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