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Jovem brutalmente agredida por revisor num autocarro da STCP

Funcionário suspeito de ter agredido jovem de ascendência colombiana está suspenso de funções. Autoridades já estão a investigar caso.

Notícias ao Minuto

12:45 - 27/06/18 por Melissa Lopes

País Porto

Uma jovem com 21 anos, de ascendência colombiana, foi assistida no Hospital de Santo António, no Porto, depois de ter sido agredida por um fiscal, na noite de São João, “após desentendimentos” num autocarro da STCP. Ao Notícias ao Minuto, a Polícia de Segurança Pública confirmou que foi feita uma queixa e que a investigação para apurar o que se passou já está em curso.

De acordo com a queixa apresentada por Nicol Quinayas, referiu a PSP, as agressões surgiram na sequência de "desentendimentos com outros passageiros” numa paragem de autocarro.

Segundo a versão da queixosa, o fiscal interveio, agredindo-a fisicamente. As agressões ocorreram pelas 5 horas da madrugada do dia 24, noite de festejos do São João, precisou a Polícia. 

Por seu turno, fonte da empresa de transportes disse que a STCP tem “conhecimento do incidente” e que, aliás, o funcionário sobre o qual recaem as suspeitas de agressão está suspenso de funções. A mesma fonte esclareceu ainda que se trata de um fiscal que pertence a uma empresa de segurança subcontratada, a 2045.

“Está já a decorrer um processo de averiguação do incidente”, fez saber a empresa de transportes, assegurando que a "pessoa envolvida” vai permanecer suspensa de funções, pelo menos, até à conclusão das averiguações.

Agressões e insultos racistas

O relato das agressões e de insultos racistas é feito numa publicação no Facebook, acompanhada de uma fotografia da vítima, que pode ver na galeria acima. 

"Quando a Nicol decidiu regressar a casa, um fiscal da STCP - Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA achou que não a devia deixar entrar no autocarro e é então que começa a insultá-la por ela ser colombiana", lê-se na extensa publicação. A jovem terá então ouvido insultos como "não entras neste autocarro, preta de merda" ou "volta para a tua terra". 

"Como se isto não fosse grave o suficiente (...) o fiscal empurra a Nicol para fora do autocarro, atira-a para o chão, e dá-lhe pontapés na cara enquanto continua com as agressões verbais e com insultos motivados pelo racismo e pela ignorância, e muito provavelmente pela enorme frustração que a vida dele lhe deve causar", é ainda relatado. 

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