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Rio admite opiniões "sérias e genuínas", mas reserva decisões à direção

O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu hoje a possibilidade de dirigentes sociais-democratas expressarem livremente a opinião, desde que de "forma séria e genuína", mas sublinhou que as decisões "cabem ao partido".

Rio admite opiniões "sérias e genuínas", mas reserva decisões à direção
Notícias ao Minuto

15:00 - 25/06/18 por Lusa

País PSD

Numa alusão à opinião do o coordenador do Conselho Estratégico Nacional do PSD para a área da Solidariedade e Sociedade de Bem-Estar, Silva Peneda, quando afirmou que se o Bloco de Esquerda e o PCP não viabilizarem o OE - o PSD deveria fazê-lo, Rui Rio mostrou-se conciliatório.

Rui Rio falava no final da primeira de uma série de reuniões com as confederações patronais, que decorreu na sede do PSD/Porto, e em que recebeu a Confederação do Turismo Português.

"Quando alguém, do PSD, exprime livremente, de forma séria e genuína, aquilo que é o seu pensamento, eu não tenho rigorosamente nada contra", afirmou o dirigente social-democrata, referindo-se à opinião formulada por Silva Peneda.

E prosseguiu: "quando o faz de forma insultuosa, de forma tática ou recorrendo a mentiras, não gosto nada".

Argumentando "só ver o bem" quando as "coisas são genuínas", no caso concreto do Orçamento de Estado, Rui Rio expressou que Silva Peneda "tem uma opinião, outros têm outra, outros ainda têm uma terceira ou quarta opinião" e que "não há problema nenhum".

"Depois, no fim, há a opinião oficial, que é a que conta", acentuou.

Ao comentar a polémica em torno da votação favorável da bancada social-democrata ao projeto de lei do CDS-PP que prevê a abolição do adicional ao imposto sobre os combustíveis, Rui Rio manteve o tom conciliatório.

"Os deputados são pessoas como as outras pessoas, têm direito à liberdade de opinião. Se se for perguntar sobre 10 temas, não se consegue que 89 tenham a mesma opinião sobre os 10 temas. Depois, há um assunto que é preciso resolver, aí o partido resolve", disse.

Sobre a reunião com a confederação, Rio informou que foram abordadas questões como a "legislação laboral e o Acordo de Concertação Social", bem como as "preocupações do setor em torno do aeroporto de Lisboa".

O "esgotamento e a necessidade da sua ampliação" estão no topo das preocupações transmitidas por Rui Rio, e a que se junta outra "muito grande" sobre o "Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e com a sua incapacidade de resposta em Lisboa".

"Os turistas que chegam e não vêm do Espaço Shenghen podem estar ali muito tempo para conseguirem entrar em Portugal", denunciou o social-democrata, considerando tratar-se de um "problema aparentemente fácil", mas que "se arrasta porque o Governo não tem resolvido".

O líder social-democrata disse que a opinião da Confederação do Turismo "coincide com a do PSD" e vai no sentido da "não necessidade de se fazer uma revisão da lei laboral".

"O desemprego está a baixar fortemente e o emprego a subir e, se assim é, porque vamos mexer na legislação laboral? Podemos não saber qual foi o contributo positivo dessa legislação, mas temos a certeza absoluta de que negativo não foi", argumentou.

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