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Acidente de trabalho mortal em Águeda há 4 anos começou a ser julgado

O tribunal começou hoje a julgar uma empresa de construção civil e o gerente por alegada violação das regras de segurança numa obra das Águas da Região de Aveiro, onde um trabalhador morreu soterrado.

Acidente de trabalho mortal em Águeda há 4 anos começou a ser julgado
Notícias ao Minuto

16:45 - 13/06/18 por Lusa

País Justiça

O caso remonta a 11 de março de 2014, quando o trabalhador de 40 anos morreu soterrado numa vala para colocação de saneamento, no lugar de Maçoida, no concelho de Águeda, distrito de Aveiro.

Hoje, na primeira sessão do julgamento no Tribunal de Aveiro, o gerente da empresa recusou quaisquer responsabilidades no acidente de trabalho, alegando que estava a cumprir todas as normas de segurança.

"Normas de segurança foi coisa que nunca descurei. Ainda hoje não descuro", afirmou o arguido, explicando que só metade da vala é que estava escorada porque não tinha mais materiais de entivação.

O gerente afirmou ainda ter visto "a terra a abrir fendas", altura em que gritou ao funcionário que estava a trabalhar no fundo da vala para fugir, mas este correu para o lado oposto ao local onde se encontrava a rampa.

Os colegas ainda tentaram socorrer a vítima, mas sem sucesso.

"Tirámos terra de um lado e do outro com as mãos e fui eu que encontrei", afirmou o arguido, garantindo que, desde então, nunca mais trabalhou em abertura de valas.

O operário estava a trabalhar no fundo de uma vala com cerca de quatro metros de profundidade, para instalar uma conduta de saneamento, quando um aluimento de terra o apanhou desprevenido.

Os bombeiros tiveram de usar pás e picaretas para escavar a zona onde o operário ficou soterrado, tendo o cadáver sido removido ao fim de mais de três horas.

O Ministério Público (MP) diz que o arguido ordenou que a referida vala fosse apenas parcialmente entivada, deixando cerca de seis metros de comprimento sem qualquer suporte do solo.

Para o MP foi esta a razão pela qual ocorreu o desmoronamento de terras, e a vítima que se encontrava a trabalhar no seu interior ficou soterrada.

A empresa e o gerente estão acusados de um crime de violação das regras de segurança.

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