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Confirma-se: Mais quatro arguidos no inquérito aos incêndios de Pedrogão

Chegou a dez o número de arguidos do inquérito que investiga os incêndios que causaram a morte a 66 pessoas. Prevê-se que a conclusão do inquérito aconteça num prazo de dois meses, refere a nota da Procuradoria Geral Distrital de Coimbra.

Confirma-se: Mais quatro arguidos no inquérito aos incêndios de Pedrogão
Notícias ao Minuto

15:05 - 11/06/18 por Melissa Lopes com Lusa 

País Inquérito

Subiu para dez o número de arguidos do inquérito que investiga os incêndios de Pedrógão Grande ocorridos há praticamente um ano e que tiraram a vida a 66 pessoas. Uma informação avançada pelo Expresso, que o Notícias ao Minuto tentou confirmar junto da Procuradoria Geral da República. Contactada antes da hora de almoço, fonte do Ministério Público remetia esclarecimentos para mais tarde.

Ora, pelas 15h05, a Procuradoria Geral Distrital de Coimbra (PGDC) acabaria por confirmar que a lista de arguidos no caso subiu para 10. 

"Neste momento, o processo tem dez arguidos, todas pessoas singulares", refere a informação disponível no site  da PGDC.

Segundo a mesma informação, "no âmbito deste inquérito foram realizadas inúmeras diligências, sobretudo de caráter pericial e foram ouvidas mais de duas centenas de testemunhas".

"Constituíram-se como assistentes 12 pessoas", adianta a PGDC, esclarecendo que "as diligências prosseguem, encontrando-se o inquérito em estado avançado de investigação, sendo previsível a conclusão do mesmo no prazo de dois meses".

Segundo o semanário, os quatro novos arguidos são Margarida Gonçalves, da Proteção Civil, José Graça, vice-presidente da Câmara de Pedrógão e António Castanheira, também da Câmara.

No inquérito, em segredo de justiça, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária, investigando-se "factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência", explicou em maio a PGDC.

Em junho de 2017, os incêndios que deflagraram na zona de Pedrógão Grande, norte do distrito de Leiria, provocaram 66 mortos: a contabilização oficial assinalou 64 vítimas mortais, mas houve ainda registo de uma mulher que morreu atropelada ao fugir das chamas e uma outra que estava internada desde então, em Coimbra, e que acabou também por morrer. Houve ainda mais de 250 feridos.

Em 2 de maio, a PGDC anunciou que o número de arguidos naquela data eram seis.

"O inquérito relativo aos incêndios de Pedrógão Grande tem seis arguidos. Dois haviam sido constituídos em dezembro último [de 2017]. Os restantes quatro, três deles ligados à área de gestão de combustíveis e um às operações de comando de combate ao incêndio, foram constituídos e interrogados como arguidos nos últimos dias de abril", anunciou na ocasião.

No mesmo dia, num esclarecimento enviado à agência Lusa, a Ascendi Pinhal Interior informou ter "conhecimento de que dois dos seus colaboradores afetos a esta subconcessionária foram ouvidos em interrogatório e constituídos arguidos no âmbito da investigação" aos incêndios de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes.

Em dezembro de 2017, foram constituídos arguidos o comandante dos bombeiros de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, e o segundo comandante distrital de Leiria, Mário Cerol.

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