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Sistema de controlo de velocidade dinâmica ajudará a descongestionar VCI

A implementação de sistemas de atuação rápida para acidentes e de controlo de velocidade dinâmica, bem como a redefinição de portagens na rede circundante, são algumas propostas de um estudo para resolver o congestionamento da VCI, no Porto.

Sistema de controlo de velocidade dinâmica ajudará a descongestionar VCI
Notícias ao Minuto

13:41 - 25/05/18 por Lusa

País Proposta

O anúncio foi feito esta manhã pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, em reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), em Matosinhos, adiantando ter recebido hoje o estudo que a autarquia encomendou à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) para "levantamento da situação atual da Via de Cintura Interna (VCI)".

Segundo Moreira, o estudo aponta também como soluções a retificação de nós de ligação da VCI à rede viária nacional e municipal.

Quanto a sinistralidade, disse, a VCI é a via que regista o maior número de acidentes na Área Metropolitana do Porto (AMP) -- "mais de dois por dia, a que se somam imobilizações por avaria" -, sendo que a resolução de cada um dos acidentes "demora, em média, três horas".

Adiantando que o estudo será apresentado publicamente em breve, no final da reunião, Moreira especificou aos jornalistas que "entre 20 a 60% do trânsito na VCI são atravessamentos" e, por isso, se justifica retirar a portagem existente na Circular Regional Exterior do Porto (CREP).

"Não sou a favor de portagens na VCI", sublinhou, mas o estudo indica que estão a ser penalizadas as vias circulares e a ser forçado o tráfego nas radiais, "e a VCI é uma radial".

Estas soluções para a VCI foram reveladas no âmbito da discussão do ponto da agenda de trabalhos sobre "Mobilidade na VCI -- análise e propostas", tendo Moreira criticando ter tido conhecimento da entrada em vigor de radares na VCI, prevista para breve, pela comunicação social e não pela Infraestruturas de Portugal (IP).

Rui Moreira revelou também alguns dados de um estudo da Associação Comercial do Porto (ACP), datado de abril, sobre gestão da rede rodoviária nacional, afirmando que a atual colocação das portagens "conduz a um crescente condicionamento" em vias estruturantes do Porto e de Lisboa, designadamente VCI e Segunda Circular de Lisboa.

Para o presidente da Câmara, é "muito importante" os autarcas da AMP fazerem agora "uma avaliação" das conclusões dos estudos e, "com urgência", falarem com o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques.

"Isto já não se resolve com a IP", sublinhou, recordando "os problemas" que têm existido com a entidade quanto ao Terminal Intermodal de Campanhã, ponte Luiz I e estrada da Circunvalação, cujo projeto de beneficiação está parado.

"A IP trata-nos como se fossemos uma colónia. Chegou o tempo de tomarmos decisões", disse, adiantando que, para o projeto de reconversão da Circunvalação, a entidade já referiu que os quatro municípios envolvidos -- Porto, Matosinhos, Gondomar e Maia -- vão dispor de 1,3 milhões de euros.

Aos jornalistas, o autarca do Porto vincou que "ambos os estudos concluem coisas comuns", que terão que ser resolvidas, porque a situação "é muito grave na VCI", que "esgotou a sua capacidade".

Rui Moreira disse também defender a redução da velocidade em algumas zonas da VC, nomeadamente na descida do Dragão ara a ponte do Freixo, criticando ainda a IP não ter falado com a autarquia sobre a reativação dos radares.

"Estamos preocupados com a sinistralidade e, de repente, dizem vamos por os radares a funcionar. Gostaria que a IP falasse connosco, olhasse para este estudo e dissesse vamos modular a velocidade, definir por exemplo que em determinadas horas e condições atmosféricas a velocidade deve ser menor" naquela via, concluiu.

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