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Os "quatro pecados capitais" de Bruno de Carvalho

Marques Mendes criticou o clima de "impunidade que reina no futebol português". Considera que Bruno de Carvalho é "vítima dele próprio" e que tem de sair do Sporting.

Os "quatro pecados capitais" de Bruno de Carvalho
Notícias ao Minuto

22:55 - 20/05/18 por Fábio Nunes

Política Marques Mendes

No seu espaço de comentário semanal na SIC, Luís Marques Mendes não fugiu ao tema que marcou a semana em Portugal. As agressões em Alcochete e a crise no Sporting. O antigo líder do PSD abordou a violência no futebol português, que foi sublinhada pelo que se passou na Academia do Sporting nesta terça-feira.

“A culpa é do clima de impunidade que reina no futebol português há vários anos”, disse, nomeando os culpados de seguida.

“Os culpados são em primeiro lugar os clubes que estão nas mãos das claques e têm medo de tomar decisões e de perder os votos das claques. Depois, é da Liga de Futebol que está nas mãos dos clubes e que tem medo de, não agradando aos clubes, cair e de perderem os lugares, e são os governos, este e os anteriores, que são fracos, incompetentes e que têm medo de tomar decisões e de perderem votos por causa do futebol”, acusou.

Para Marques Mendes, resolver este problema não será fácil até porque afirma que “há uma promiscuidade enorme entre política e futebol”, onde governantes e candidatos andam de braço dado com o futebol.

Bruno de Carvalho acabou por ser uma das figuras desta semana. Na sequências das agressões em Alcochete e das suspeitas de corrupção no futebol e no andebol, o universo leonino pediu a sua demissão. Marques Mendes disse que não há espaço para a continuidade do presidente. “Acho que não tem alternativa. Quanto mais rápida a saída, melhor. Ele é vítima dele próprio”.

Apontou depois os “quatro pecados capitais” de Bruno de Carvalho. “Primeiro, ele quis ser uma espécie de Pinto da Costa. Faltou-lhe a competência e a sensibilidade. Mas sobretudo subiu-lhe o poder à cabeça. Deslumbrou-se. Abusou do poder. Quis tornar-se dono do clube. Isto é fatal. Segundo, subiu-lhe à cabeça um síndrome napoleónico. Quis mandar em tudo, quis atirar em todas as direções. Isto é fatal em qualquer organização. Terceiro, ele não percebeu e acho que continua a não perceber, egocêntrico como ele é, que o mais importante num clube de futebol não é o presidente, os dirigentes ou o treinador, são os jogadores. São eles que fazem o espetáculo, o jogo, o negócio. E quando um presidente hostiliza, ainda por cima em público, os jogadores é suicídio. Ele vai sair sem perceber isto”.

E finalmente… “Acho que com o que aconteceu em Alcochete ele traçou o seu destino. Porque ele é o grande instigador moral dos incidentes. Não estou a dizer que é o mandante, mas instigou com o seu discurso. Foi ele que criou o ambiente de violência que gerou aquela violência”.

Marques Mendes ainda falou sobre a final da Taça de Portugal e admitiu que era difícil o Sporting fazer melhor. “Uma equipa que joga depois do filme de terror, como disse Jorge Jesus, desta semana, é uma equipa que joga sobre brasas, em condições altamente desfavoráveis. O grande culpado, o grande responsável é aquele que não esteve no estádio, o presidente”.

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