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Comunidade LGBT protesta no Porto contra veto presidencial

Cerca de 30 pessoas da comunidade Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti, Transexual e Transgénero (LGBT) manifestaram-se hoje no Porto contra o veto presidencial ao projeto de lei de mudança de género.

Comunidade LGBT protesta no Porto contra veto presidencial
Notícias ao Minuto

20:54 - 17/05/18 por Lusa

País Manifestação

Denominada "Marcelo, o teu veto não faz o meu género" e organizada pela Marcha de Orgulho LGBT+ do Porto no Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e a Transfobia, os manifestantes quiseram marcar o seu descontentamento pelo veto de Marcelo Ribeiro de Sousa.

Ostentando uma faixa onde se lia "Transfobia mata, deixe já", Xavier, representante da associação de estudantes da Faculdade de Estudantes das Belas Artes na organização da Marcha do Orgulho LGBT no Porto, foi crítico da decisão presidencial nas declarações à Lusa.

"O veto é completamente nocivo principalmente para a comunidade transgénica em Portugal, porque os aliena e faz com que toda a gente neste país continue a pensar que ser transgénero é uma doença e um problema quando na verdade não é", disse.

Afirmando que o veto não o deixou "surpreendido", explicou haver "sinais no percurso do presidente, em todos estes anos, que indicavam que votaria assim".

"Pelos vistos, o senhor Presidente acha que precisamos de testemunhas para podermos ser quem somos e viver as nossas verdadeiras identidades", enfatizou o estudante de Belas Artes, para quem o veto retira à comunidade o "direito de serem livres e de viver num estado de justiça social".

Frisando falar "em nome de terceiros", Xavier contabiliza no Porto, "cerca de três dezenas de pessoas atingidas pelo veto", um número que, frisou, "se eleva para as centenas" se o cenário for o país.

Num grupo de 'trans' que preferiram manter o anonimato, Filipe manteve o tom crítico na conversa com a Lusa, sustentando que o tema da polémica "tem sido discutido ao longo dos anos na comunidade LGBT", e que, por isso, "vetar apenas porque se acha que a sociedade não está preparada não faz qualquer sentido".

Questionando sobre se a sociedade portuguesa está pronta, respondeu que "muitas vezes a lei tem de andar à frente das pessoas".

"Não é agora porque os homossexuais se podem casar que a sociedade está pronta para lidar com isso. Isso não nega às pessoas o direito de se sentirem bem consigo próprias", acrescentou.

Afirmando "lidar diariamente com pessoas afetadas por esta questão" deu o exemplo da manifestação que integrou "em nome dos que se sentem muito pouco confortáveis para dar a cara".

Em causa a decisão do Presidente da República sobre Proposta de Lei n.º 75/XIII/3.a e aos Projetos de Lei n.º 242/XIII/1.a e 317/XIII/2.a, que permitiam a mudança de género no cartão do cidadão aos 16 anos sem recorrer a relatório psicológico.

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