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Meios aéreos "são apenas mais um elemento" no combate, diz comandante

O comandante operacional nacional da Proteção Civil, Duarte da Costa, considerou hoje que os meios aéreos "são apenas mais um elemento" no combate aos incêndios e "nem sempre o mais importante".

Meios aéreos "são apenas mais um elemento" no combate, diz comandante
Notícias ao Minuto

18:50 - 17/05/18 por Lusa

País Incêndios

"Importante é que eu consiga fazer chegar às zonas onde houver incêndios operacionais, botas no terreno como eu costumo dizer, com equipamento adequado para combater o fogo. Os meios aéreos são apenas mais um elemento e nem sempre o mais importante", disse aos jornalistas o novo comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Numa conferência de imprensa para apresentar um exercício que se realiza, na sexta-feira e no sábado, para testar o nível de resposta do sistema nacional de proteção civil em cenário de incêndio rural, Duarte da Costa adiantou que "a questão dos meios aéreos, apesar de ser importante, é uma questão supletiva no combate ao fogo".

"Sei que se centra muito a questão sobre os meios aéreos disponíveis ou não, eu apelava para o sistema de subsidiariedade. Eu não vou utilizar os meios aéreos logo todos de uma vez, há uma escala gradativa", afirmou.

O comandante da ANPC sustentou também que os meios aéreos, nomeadamente os ligeiros, "são muito importantes para o combate inicial, mas "não serão assim tão importantes naquilo que é o seu combate ampliado".

Sobre os meios aéreos atualmente ao serviço da ANPC, Duarte da Costa disse que atualmente estão disponíveis 13 helicópteros ligeiros, que permitem fazer o ataque inicial em todo o país.

O comandante operacional nacional adiantou que, num futuro muito próximo, espera ter disponíveis aviões, designadamente quatro parelhas médias e uma parelha pesada para "fazer a largada de grandes massas de água na época de incêndios".

O combate aos incêndios teve a 15 de maio o primeiro reforço de meios com a entrada em vigor do agora denominado "nível II", estando disponíveis 13 dos 32 meios aéreos previstos.

Até 31 de maio, os meios que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) são 6.290 elementos e até 1.473 veículos dos vários agentes presentes no terreno.

O DECIR estabelece para o período mais crítico em fogos, entre julho e setembro, um total de 55 aeronaves, sendo 50 alugadas e seis da frota do Estado, que tem neste momento três helicópteros ligeiros operacionais.

Questionado sobre a capacidade do dispositivo para os grandes fogos, o comandante nacional afirmou que "a primeira grande função é não deixar que os focos iniciais de incêndios se transformem em incêndios de grandes dimensões", sendo a sua intenção resolver os fogos no início.

Duarte da Costa disse também que o dispositivo está programado para a modalidade mais provável e para aquilo que é esperado, "mas sempre acautelando a modalidade mais perigosa".

O comandante nacional da ANPC disse ainda que todos os dias têm ocorrido centenas de ignições em todo o país e o sistema tem estado a funcionar.

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