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Ex-adjunto de Gaia diz-se vítima de "tentativa de assassinato de caráter"

O ex-adjunto do presidente da Câmara de Gaia Bruno Santos disse hoje, em tribunal, ter sido alvo de "tentativa de assassinato de caráter" e que desde a exoneração é visto como "alguém que não tem o direito de trabalhar".

Ex-adjunto de Gaia diz-se vítima de "tentativa de assassinato de caráter"
Notícias ao Minuto

16:16 - 16/05/18 por Lusa

País Autarquias

"Isto foi uma tentativa de assassinato de caráter. Senti-me atingido no âmago da minha dignidade e na dignidade da minha família, na minha dignidade humana, civil e profissional. Profissionalmente, tive gravíssimas consequências. Estou inscrito no Centro de Emprego. Sou caracterizado como alguém que não tem o direito de trabalhar", disse Bruno Santos.

Em causa está um caso que opõe o ex-adjunto da Câmara de Vila Nova de Gaia e o presidente da autarquia, Eduardo Vítor Rodrigues, com o primeiro a acusar o líder socialista de um crime de difamação. O julgamento, que hoje começou, resulta da decisão do Juízo de Instrução Criminal do Porto, datada de 24 de novembro de 2017.

O processo começou numa queixa-crime apresentada por Bruno Santos e na origem da questão estão textos publicados pelo autarca nas redes sociais que, alegadamente, tinham como alvo o ex-colaborador, demitido um mês antes.

Esta manhã, Bruno Santos, que está a pedir uma indemnização de 50 mil euros, disse em tribunal que a situação "causou sofrimento profundo" nas pessoas que lhe são próximas, destacando que a mãe vive uma depressão, e acrescentou que os filhos foram alvo de comentários na escola.

"Além do teor inqualificável do texto, ele foi escrito por um presidente de Câmara, o que confere um peso ao ataque que não teria se fosse escrito por uma pessoa comum. Foi um ataque soez ao meu caráter", afirmou Bruno Santos que exerceu funções como adjunto entre dezembro de 2013 e julho de 2016, tendo sido exonerado do cargo.

O ex-adjunto, que tem textos assinados num blogue, no qual tem publicado referências a este caso, rejeitou, em resposta a perguntas da defesa, que esteja a "vitimizar-se", negou que tenha feito publicações "de ataque à Câmara e ao presidente", classificando os seus textos como "de crítica incisiva" no âmbito da sua "participação cívica" nas questões da cidade.

Bruno Santos também foi confrontado com o facto de ter concorrido a um concurso à Câmara do Porto, enquanto trabalhava na autarquia de Gaia, tendo este recusado a ideia de que "falta de lealdade" e apontado que "um agora administrador das Águas de Gaia" lhe disse: "És uma carta fora do baralho. Arranja emprego".

Ainda sobre esta matéria, a profissional, Bruno Santos comentou que recentemente concorreu e foi chamado para um emprego numa construtora, mas que o vínculo não progrediu.

"Embora ninguém tenha dito, fiquei com a forte convicção de que tinha a ver com o facto da empresa em causa ter empreendimentos de envergadura em Gaia", disse.

Este julgamento decorre depois de duas tentativas falhadas de acordo entre os dois envolvidos: o presidente da Câmara (arguido) e o ex-adjunto (assistente).

Entretanto o Ministério Público pediu hoje que sejam analisadas, no âmbito deste processo, as queixas-crime que o arguido também apresentou contra o assistente.

A juíza agendou a continuação deste julgamento para 14 de junho, às 9h30.

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