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Justiça francesa pede manutenção da prisão perpétua a Carlos 'Chacal'

O Ministério Público francês pediu hoje a manutenção da pena de prisão perpétua aplicada em 2017 a Ilich Ramirez Sanchez, conhecido também por Carlos ou "Chacal", pelo envolvimento num atentado em Paris em 1974.

Justiça francesa pede manutenção da prisão perpétua a Carlos 'Chacal'
Notícias ao Minuto

12:29 - 14/03/18 por Lusa

Mundo França

Figura do terrorismo "anti-imperialista" dos anos 1970/80, Carlos fora condenado a prisão perpétua em março de 2017 pelo lançamento de uma granada de mão numa galeria dos conhecidos armazéns Drugstore Publicis, causando dois mortos e 34 feridos.

Acabado o julgamento, o veredicto será conhecido sexta-feira.

No Tribunal de Recurso de Paris, o advogado da acusação, Rémi Crsson du Cormier, argumentou que o conjunto dos elementos do inquérito "permite dissipar quaisquer dúvidas e até a dúvida razoável" e demonstra que Carlos "é mesmo o autor do atentado perpetrado no Drugstore" em Paris.

Carlos, o "Chacal", 68 anos, tem-se defendido com o argumento de que as provas apresentadas contra si são "inconsistentes e inconclusivas", todas elas alegadamente ligadas a várias ações realizadas durante a sua vida em nome da "resistência palestiniana".

O julgamento de Ilich Ramirez Sanchez decorreu desde 05 deste mês no Tribunal Especial de Recurso, integrado unicamente por magistrados encarregados de crimes terroristas, estando marcada para sexta-feira a leitura da sentença.

Preso em França desde que foi detido em 1994 no Sudão, Carlos foi já condenado por duas vezes à pena máxima pela Justiça francesa, depois de acusado da morte de três pessoas, em 1975, e por quatro atentados à bomba, entre 1982 e 1983, que causaram 11 mortos e 191 feridos.

O atentado no Drugstore Publicis, que, segundo a acusação, "marca o início do percurso criminal de Carlos em França", ocorreu a 15 de setembro de 1974 em Paris, quando um homem lançou uma granada de mão numa das galerias do centro comercial.

Para a acusação, o atentado visou facilitar a libertação de um cidadão nipónico detido dias antes no aeroporto parisiense de Orly que era membro do Exército Vermelho japonês, movimento próximo de uma ala da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), de que Carlos se tornou "um dos braços armados na Europa".

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