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"Tratam-se os contribuintes como se cada um fosse um criminoso"

A antiga ministra e líder social-democrata abordou esta noite o problema grego e, instada a comparar a situação helénica com a portuguesa, referiu que em Portugal a máquina fiscal funciona bem melhor.

"Tratam-se os contribuintes como se cada um fosse um criminoso"
Notícias ao Minuto

22:55 - 12/02/15 por Notícias Ao Minuto

Economia Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leite, na TVI 24, comentou esta quinta-feira a situação grega, começando primeiramente por dizer que a carta hoje entregue a Passos Coelho por 32 personalidades não tem a sua assinatura por “mera casualidade”.

“Qualquer pessoa de bom senso acha que há um problema europeu e que esta é uma boa oportunidade para discuti-lo. Só discordará do conteúdo da carta quem achar que não existe o problema, quem achar que o problema não precisa de ser discutido ou que deve ser discutido noutra altura”, refere a antiga líder social-democrata.

Ferreira Leite defende que não existe um problema grego, um problema português ou de qualquer outro país, isto porque defende que este tipo de temas afeta todos os parceiros europeus e que por isso deve ser resolvido em conjunto.

“Tenho enorme dificuldade em ver que no conjunto europeu haja o problema dos gregos ou dos portugueses, ou seja de quem for. É evidente que ninguém nega que existe um problema, que é um problema político e que existe uma boa oportunidade para o resolver. É a primeira grande oportunidade de transformar esta discussão numa discussão europeia”, argumentou.

Numa segunda fase, a antiga governante da área do PSD defendeu, tal como referido recentemente, que a situação portuguesa não é igual à grega, sobretudo porque, defende a comentadora, Portugal tem um trabalho de casa grande na área fiscal.

“Portugal tem um trabalho de casa grande na área fiscal que outros países não têm, mas que dura há muitos anos. Não é do atual governo, nem do anterior, é de há muitos anos. Este Governo tem conseguido resultados não porque mexeu na máquina fiscal, mas porque aumentou de forma significativa as taxas de impostos”, defendeu, antecipando depois a sua posição sobre o combate à evasão fiscal.

“Ninguém discute o que é a necessidade, até moral, de combater a evasão fiscal, um fenómeno que é criminalizado. Isto implica uma injustiça social muito grande, porque aqueles que pagam têm de pagar muito mais por causa daqueles que não o fazem. Acho não menos condenável que haja uma máquina fiscal que em nome disto faça uma perseguição fiscal aos contribuintes que pagam”, argumenta, dando o exemplo dos casos relacionados com falta de pagamentos de portagens de baixo valor que se transformam em coimas milionárias.

“Isto é algo que tem estado muito nítido no sistema fiscal atual. Às vezes tratam-se os contribuintes como se cada um de nós fosse um criminoso fiscal. É condenável”, conclui.

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