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Ataques da coligação saudita provocam dezenas de vítimas num casamento

Dezenas de pessoas que participavam num casamento no Iémen foram mortas ou feridas em ataques aéreos que os rebeldes Huthis definem como um novo crime da coligação sob comando saudita que intervém no país desde 2015.

Ataques da coligação saudita provocam dezenas de vítimas num casamento
Notícias ao Minuto

19:30 - 23/04/18 por Lusa

Mundo Iémen

O balanço, que entre 23 e 33 mortos, e 40 a 55 feridos, foram fornecidos hoje por diferentes fontes médicas e da administração local, enquanto as circunstâncias exatas dos 'raides' que ocorreram na noite de domingo em Bani Qais, província de Hajja, a noroeste da capital Sanaa, ainda não foram estabelecidos.

Os Médicos sem Fronteiras (MSF) indicaram que o hospital de Hajja, apoiado por esta organização, admitiu 63 feridos, incluindo crianças, "alguns em estado crítico". Os ataques aéreos "foram dos mais devastadores na região nos últimos meses", afirmaram os MSF.

De acordo com as equipas de socorro e os 'media' dos rebeldes Huthis, duas tendas de casamento foram atingidas pelas bombas sauditas e cerca de 30 crianças incluem-se entre os feridos, com três a terem que ser amputadas.

O porta-voz da coligação, o coronel saudita Turki al-Maliki, não comentou no imediato as informações após ser contactado pela agência AFP.

País pobre da península arábica, o Iémen entrou em março no quatro ano de uma guerra entre rebeldes e forças pró-governamentais apoiadas pela coligação militar liderada por Riade.

O Irão, grande rival xiita da Arábia Saudita sunita e acusado de armar os Huthis, condenou os ataques. "Os ataques contra os bairros residenciais e os objetivos civis (...) são violações dos princípios humanitários", segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Este ataque não foi o primeiro efetuado contra festas de casamento, em ataques atribuídos aos sauditas e aliados da coligação (que inclui ainda, com uma participação desigual, os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Koweit, Qatar, Egito, Jordânia, Marrocos e Senegal).

Em setembro de 2015, 131 pessoas que celebravam um casamento morreram na região de Mokha (sudoeste) e 28 na província de Dhamar (centro) no mês seguinte.

Em outubro de 2016 um ataque aéreo provocou 160 mortos durante uma cerimónia fúnebre em Sanaa, a capital iemenita controlada pelos rebeldes.

O conflito no Iémen já provocou mais de 10.000 mortos, 54.000 feridos, e segundo a ONU, incapaz de relançar um processo de paz, provocou "a pior crise humanitária do mundo".

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