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Imagens de polícia a proibir símbolos independentistas geram polémica

Partidos independentistas criticam atuação da polícia nacional. O “Barça ganha títulos e Espanha perde direitos”, escreveu um deputado da ERC. Em sentido inverso, partidos constitucionalistas consideram "lamentável que se levem símbolos políticos para eventos desportivos desta importância”.

Imagens de polícia a proibir símbolos independentistas geram polémica
Notícias ao Minuto

23:21 - 22/04/18 por Pedro Bastos Reis

Mundo Taça do Rei

O Barcelona conquistou a Taça do Rei, no sábado, mas os momentos que antecederam a entrada dos adeptos catalães no estádio Wanda Metropolitano estão a gerar polémica.

Antes do jogo, a polícia nacional revistou os adeptos do Barcelona que estavam a entrar no estádio, à procura de símbolos que remetessem para a independência catalã, desde camisolas, cartazes ou bandeiras. Muitos adeptos tiveram mesmo de deixar estes pertences à entrada, e há imagens de várias pessoas obrigadas a retirar as suas camisolas amarelas, cor que simboliza a bandeira independentista catalã (a 'estelada', em catalão) e a solidariedade com os presos políticos catalães, como são retratados pelos independentistas.

Com as imagens que chegavam das redes sociais a denunciar esta atuação da polícia nacional espanhola, a polémica começou a ganhar dimensão e os partidos independentistas catalães saíram em defesa dos adeptos, criticando a atuação das autoridades.

Num pequeno comentário, em inglês, Carles Puigdemont denunciou que “uma simples cor” é agora “uma ofensa contra o estado”. “O que segue?”, questionou o líder do Juntos pela Catalunha, que está na Alemanha a aguardar o fim do pedido de extradição pedido pela justiça espanhola. “Polícia política espanhola”, referiu ainda Puigdemont.

O ex-presidente do governo catalão contou ainda com o apoio de outras figuras soberanistas, como o deputado Gabriel Rufián, da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que escreveu que o “Barça ganha títulos e Espanha perde direitos”. A Candidatura de Unidade Popular (CUP), a Assembleia Nacional Catalã (ANC) e a Ómnium Cultural criticaram também a atuação da polícia nacional.

Do lado constitucionalista, o Cidadãos, pela voz do seu porta-voz no parlamento, Carlos Carrizosa, apoiou as medidas tomadas pelas autoridades, tendo em conta que o jogo era de “alto risco”. Carrizosa lamentou ainda que símbolos políticos sejam levados para estádios de futebol. “É lamentável que se levem símbolos políticos para eventos desportivos desta importância”, disse o porta-voz do Cidadãos.

No mesmo sentido, o presidente do Partido Popular Catalão (PPC), Xavier García Albiol, citado pelo La Vanguardia, assegurou que se sentiu representado por todos os que respeitaram o hino do seu país, Espanha.

Apesar das revistas aos adeptos, muitos símbolos políticos entraram mesmo no estádio, com as cores blaugrana e da bandeira catalã em destaque. Antes do jogo começar, bandeiras e cartazes foram levantados pelos adeptos independentistas, que assobiaram o Rei Felipe VI.

No que ao futebol diz respeito, o Barcelona ‘atropelou’ o Sevilha, conquistando a Taça do Rei com uma vitória expressiva (5-0). Dois golos de Luís Suárez, um de Lionel Messi, um de Andrés Iniesta e um de Coutinho deram o triunfo folgado à equipa treinada por Ernesto Valverde.

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