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Síria: Eurodeputados socialistas exortam a participação mais ativa da UE

Os eurodeputados socialistas Ana Gomes e Francisco Assis exortaram hoje a União Europeia a ter uma participação mais ativa na Síria, enquanto Marisa Matias, do BE, alertou para a ridicularização comunitária causada pela intervenção militar de sábado no país.

Síria: Eurodeputados socialistas exortam a participação mais ativa da UE
Notícias ao Minuto

18:09 - 17/04/18 por Lusa

Mundo Parlamento Europeu

Na sua intervenção no debate sobre a situação na Síria, no Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo, Ana Gomes assumiu que "o uso de armas químicas não pode ser tolerado onde quer que seja", mas lembrou que "bombardeamentos avulso contra o arsenal de [Bashar] al-Assad, por mais cirúrgicos que sejam, não fazem nenhuma diferença estratégica para acabar com a guerra na Síria, nem para punir os criminosos, nem para acabar com os ataques químicos".

"Precisamos que a UE atue com determinação política, autonomia estratégica e músculo militar para fazer respeitar a proibição do uso de armas químicas e, sobretudo, para proteger o povo sírio", defendeu.

A eurodeputada do Partido Socialista disse que, antes de o bloco comunitário começar a pagar a reconstrução da Síria e de encorajar o regresso dos refugiados, é preciso encontrar uma solução política para o conflito.

"Mas não haja ilusões: ela não vai ser encontrada, não vamos ajudar a encontrá-la se não impedirmos que russos, iranianos, sauditas, turcos, americanos, israelitas, Assad e grupos terroristas do Estado Islâmico à Al-Qaeda continuem a usar o território sírio para guerras cruzadas", argumentou.

Ana Gomes recordou que os Estados-Membros têm forças que podem mobilizar no quadro da segurança e defesa da Europa para impor zonas de interdição do espaço aéreo na Síria, para abrir e defender corredores humanitários, e para levar "Assad e outros criminosos" ao Tribunal Penal Internacional.

"É isto que deve ser proposto pela senhora [Federica] Mogherini aos Estados-Membros. Basta de impunidade, basta de falta de Europa", advogou, mencionando a chefe da diplomacia da UE, a quem coube inaugurar o debate, com um discurso em que reiterou a necessidade de encontrar uma solução política para o conflito.

Francisco Assis, para quem "a tragédia síria" representa "o maior falhanço da comunidade internacional nos últimos anos", repetiu o apelo da sua colega de bancada, defendendo que "a Europa tem que ter uma participação mais ativa, tem que revelar uma estratégia, e tem que ter um outro empenhamento na perspetiva da resolução política e diplomática do conflito".

Para o eurodeputado socialista, a intervenção militar realizada no sábado por Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria "justifica-se tendo em conta o ataque com armas químicas perpetrado pelo governo sírio contra o seu próprio povo", apesar de não ter alterado em nada a situação no país.

Opinião contrária foi manifestada por Marisa Matias que, na sua intervenção, considerou que os ataques de Estados Unidos, Reino Unido e França em nada contribuem para a paz na Síria ou para uma solução política de nenhuma forma.

"A UE não pode branquear este ataque, sob pena de cair ainda mais no ridículo do que já caiu. Três líderes fragilizados nos seus países resolveram sozinhos dar seguimento a este ataque como se fosse o seu principal desígnio. Não consultaram ninguém, nem mesmo os seus parlamentos. Não informaram ninguém e fizeram das Nações Unidas e do seu secretário-geral imagens ridículas, as mesmas imagens ridículas que fizeram da UE, da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, que não foram consultados em momento nenhum", sublinhou.

A ofensiva de Estados Unidos, França e Reino Unido consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações associadas à produção e armazenamento de armas químicas.

O ataque da madrugada de sábado foi uma reação ao alegado ataque, atribuído ás forças do regime sírio, com armas químicas contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, ocorrido no dia 07 de abril e que terá provocado 40 mortos e afetado 500 pessoas.

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