Pais de crianças assassinadas em Sandy Hook processam conspiracionista

Alex Jones é figura destacada entre conspiracionistas da extrema-direita norte-americana.

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Pedro Filipe Pina
17/04/2018 17:50 ‧ 17/04/2018 por Pedro Filipe Pina

Mundo

Alex Jones

A 14 de dezembro de 2012, um homem entrou armado na escola primária de Sandy Hook, Connecticut, nos EUA. Seis adultos e 20 crianças morreram. O atirador acabaria por matar ainda a mãe antes de se suicidar.

Este foi um dos tiroteios mais violentos dos últimos anos nos EUA. Mas poucas horas após ter acontecido já havia teorias da conspiração em torno do caso.

Alex Jones é um conhecido comentador da extrema-direita norte-americana. Para além de ter o seu programa foi também o fundador do site Infowars, uma plataforma pródiga em teorias da conspiração.

Durante os últimos anos, Alex Jones tem defendido que o tiroteio em Sandy Hook foi criado pelo governo norte-americano e que os pais de vítimas que ao longo destes anos falaram do caso são atores. 

Alguns pais de crianças assassinadas chegaram a ser importunados por adeptos destas teorias da conspiração. A preocupação de Alex Jones é que sejam limitados direitos ao porte e uso de armas. O tiroteio que ocorreu em fevereiro passado em Parkland, na Florida, mereceu de Alex Jones o mesmo tipo de tratamento, com críticas às vítimas e 'porta aberta' a teorias conspiracionistas de que as vítimas também seriam atores.

Agora, revela o New York Times, há pais de crianças mortas em Sandy Hook que disseram basta. Vão avançar com processos contra Alex Jones por difamação.

Os processos estão a ser movidos por Leonard Pozner e a ex-mulher, Veronique De La Rosa, e também por outro pai, Neil Heslin. Os respetivos filhos, Noah Pozner e Jesse Heslin, tinham seis anos de idade quando foram assassinados em Sandy Hook.

Um segmento em particular do programa de comentário e vendas de Alex Jones intitulava-se 'Sandy Hook Vampires Exposed' (vampiros de Sandy Hook expostos) e fazia referência a uma entrevista de Veronique De La Rosa à CNN sobre o tiroteio que custou a vida ao seu filho de seis anos de idade.

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