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Primeiro-ministro de Israel recusa "lições de moral" do Presidente turco

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse hoje que recusa receber "lições de moral" do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que condenou o exército israelita pela morte de 16 palestinos nos confrontos entre Gaza e Israel.

Primeiro-ministro de Israel recusa "lições de moral" do Presidente turco

Dezenas de milhares de palestinianos, incluindo mulheres e crianças, convergiram na sexta-feira para a barreira fronteiriça que separa a Faixa de Gaza de Israel, no protesto "A grande marcha do regresso".

A jornada, na qual morreram 16 palestinianos e ficaram feridos mais de 1.400, é considerada a mais mortífera desde 2014, ano da última guerra entre Israel e o movimento radical islâmico da Palestina Hamas.

No sábado, o Presidente turco acusou Israel de cometer um "ataque desumano".

Em resposta às acusações, Netanyahu disse, através da sua conta no 'Twitter', que "o exército mais ético do mundo não tem lições de moral a receber daquele que bombardeou civis indiscriminadamente durante anos".

O primeiro-ministro israelita garantiu ainda que os manifestantes arremessaram pedras e coquetéis molotov contra os soldados, sublinhando que Israel está a agir de forma "firme e decisiva", de modo a proteger a "soberania e segurança" dos cidadãos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres já afirmou estar "profundamente preocupado" com a agitação em Gaza e apelou a uma "investigação independente e transparente" dos acontecimentos.

O movimento de protesto, organizado pelo Hamas (movimento fundamentalista islâmico da Palestina) deve durar seis semanas e destina-se a exigir o "direito de retorno" dos refugiados palestinianos e denunciar o estrito bloqueio de Gaza.

As forças israelitas, que também destacaram blindados para a zona fronteiriça, utilizaram munições reais contra os manifestantes que tentavam ultrapassar as barreiras de segurança.

O exército israelita afirmou que utilizou balas reais depois de os manifestantes palestinianos, situados junto à zona fronteiriça, terem lançado pedras e bombas incendiárias em direção aos soldados israelitas.

O exército informou também que atacou três posições do Hamas, com tanques e aviões, na sequência dos ataques contra a fronteira, que incluíram disparos do lado palestiniano por parte de duas pessoas, que foram mortas.

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