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Líder do Sinn Féin diz que 'Brexit' ameaça acordo de paz na Irlanda

A dirigente norte-irlandesa do partido republicano Sinn Féin, Mary Lou McDonald, considerou hoje que o 'Brexit' coloca "uma ameaça evidente e iminente" ao acordo de Sexta-Feira santa que há duas décadas garante a paz na Irlanda do Norte.

Líder do Sinn Féin diz que 'Brexit' ameaça acordo de paz na Irlanda

"A realidade é que o 'Brexit' e o Acordo de Sexta-Feira Santa não são compatíveis", afirmou a responsável política, que se exprimira perante os 'media' na sua primeira deslocação a Londres após ter sucedido no início de fevereiro ao líder histórico do partido, Gerry Adams.

"Que o 'Brexit' seja suave ou duro, representa uma ameaça evidente e iminente ao funcionamento político, económico e social da Irlanda no seu conjunto", acrescentou.

Mary Lou McDonald criticou igualmente as recentes declarações de diversos deputados britânicos pró-'Brexit' que sugeriram uma revisão do acordo de paz, e quando o futuro da fronteira entre a província britânica da Irlanda do Norte (Ulster) e a República da Irlanda (Eire) constitui uma das mais complexas questões das negociações com Bruxelas.

"Para nós trata-se de uma posição profundamente chocante e irresponsável", declarou.

A dirigente republicana alertou para a introdução de uma fronteira física, e exigiu que seja evitado esse cenário. "Semelhante medida seria catastrófica em termos de comércio, de acesso aos serviços, em termos de vida quotidiana para as populações".

Pelo contrário, exigiu um estatuto específico para a Irlanda do Norte num eventual futuro acordo que defina as relações entre o Reino Unido e a União Europeia, uma opção rejeitada pelo Governo britânico e o Partido Unionista Democrático norte-irlandês (DUP), seu aliado no parlamento de Londres.

A província da Irlanda do Norte não dispõe há mais de um ano de um executivo local, após o Sinn Féin e o DUP terem posto fim ao acordo de governo na sequência de divergências políticas.

Apesar de meses de negociações e de repetidas intervenções de diversos ministros e da primeira-ministra britânica Theresa May, os dois partidos ainda não conseguiram encontrar um campo de entendimento.

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