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Bolívia rejeita converter Cimeira das Américas em instrumento de golpismo

O Presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou no sábado a tentativa de transformar a Cimeira das Américas num "instrumento de golpismo contra a Venezuela" devido à "obsessão intervencionista" do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.

Bolívia rejeita converter Cimeira das Américas em instrumento de golpismo

"Rejeitamos que um grupo minoritário de países, direcionado pela obsessão intervencionista de Trump, queira transformar a Cimeira das Américas num instrumento de golpismo contra a Venezuela", escreveu Morales na sua conta da rede social Twitter.

O chefe de Estado boliviano salientou que "atacar um presidente eleito democraticamente é atacar um povo que o elegeu".

Por outro lado, Evo Morales observou que os Estados Unidos "justificam o seu plano golpista" contra a Venezuela com uma "suposta defesa da democracia", mas opõe-se à realização de eleições democráticas no país, previstas para 22 de abril.

O chefe de Estado considerou ainda que o que realmente preocupa os Estados Unidos da América é que a direita seja derrotada, acusando o secretário da Organização dos Estados Americanos e o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga como "agentes" dos Estados Unidos.

A VIII Cimeira das Américas, que reúne os países do continente americano, realiza-se na capital peruana a 13 e 14 de abril. Além do Peru, os Estados Unidos e o Grupo de Lima (composto por 14 países da região) são contra a presença do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

O Governo peruano avisou na quinta-feira o Presidente da Venezuela de que não poderá entrar nem sobrevoar o espaço aéreo do Peru para participar na cimeira.

"Não pode entrar nem pela terra nem pelo céu. Não pode entrar porque não é bem-vindo", disse a primeira-ministra peruana, Mercedez Aráoz, à emissora Radio Programas del Peru, em resposta ao anúncio feito no mesmo dia pelo Presidente venezuelano de que irá à Cimeira "faça chuva ou faça sol" para "dizer a verdade" sobre a Venezuela.

Nicolás Maduro, no cargo desde 2013, é acusado de uma deriva autoritária que tem levado a uma tensão crescente nas relações do país com boa parte da comunidade internacional.

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