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Envolvimento do Hezbollah nos conflitos na região é uma ameaça, dizem EUA

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Rex Tillerson, declarou hoje em Beirute que o envolvimento do movimento xiita Hezbollah "nos conflitos regionais" ameaça "a segurança do Líbano" e tem "efeitos desestabilizadores na região".

Envolvimento do Hezbollah nos conflitos na região é uma ameaça, dizem EUA
Notícias ao Minuto

17:23 - 15/02/18 por Lusa

Mundo Médio Oriente

O Hezbollah, movimento libanês apoiado pelo Irão, tem vindo a ser criticado pelo papel desempenhado no conflito da Síria (desde 2011), onde combatentes seus têm lutado ao lado do regime do presidente Baschar al-Assad. Washington - que também tem apontado o dedo ao Irão nesta matéria - exige que estes combatentes saiam do teatro de operações.

Os Estados Unidos - que coordenam uma coligação internacional que tem feito ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria - têm dado apoio a incursões de milícias curdas no país, incluindo através da integração de operacionais das forças especiais norte-americanas entre os 'peshmergas'.

"O envolvimento do Hezbollah nos conflitos regionais ameaça a segurança do Líbano e tem efeitos desestabilizadores na região", sublinhou o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, no decorrer de uma conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro libanês, Saad Hariri.

Para Tillerson, a presença do Hezbollah na Síria "perpetuou o banho de sangue, fez aumentar a deslocação de populações inocentes e reforçou o regime bárbaro de al-Assad".

No passado mês de janeiro, a justiça norte-americana formou uma equipa especial com a tarefa de investigar o alegado financiamento do Hezbollah através de atividades de "narcoterrorismo". O Hezbollah, cuja formação política apoia o governo libanês, é classificado como "grupo terrorista" por Washington.

"É inaceitável que uma milícia como o Hezbollah possa operar à margem da autoridade do governo libanês", insistiu Tillerson.

O número um da diplomacia norte-americana, escolhido por Donald Trump, disse que a administração a que pertence está a trabalhar para garantir que as fronteiras do sul do Líbano permanecem calmas, apesar das tensões com Israel por causa de direitos de prospeção de gás na região.

Ainda assim, a sugestão de Tillerson foi no sentido de os dois países chegarem a um acordo.

Se Israel e o Líbano "chegarem a um entendimento" sobre direitos de prospeção, disse Tillerson, isso ajudaria o Líbano e os países vizinhos durante uma série de anos.

Antes de chegar ao cargo de chefe da diplomacia dos EUA - pela mão de Trump - Rex Tillerson era administrador-executivo de uma das maiores petrolíferas norte-americanas, a Exxon-Mobil.

A Exxon-Mobil, integrada num consórcio com a Qatar Petroleum, vai começar a fazer perfurações de prospeção no off-shore a sul do Chipre, ou seja, a pouco mais de 200 quilómetros do Líbano.

A tensão entre o Líbano e o seu vizinho a sul, Israel, tem vindo a aumentar devido às reservas de petróleo e gás, bem como devido à intenção de Israel de construir um muro na fronteira.

Telavive recomeçou, recentemente, a ameaçar Beirute por causa dos convites lançados pelos libaneses para que as companhias petrolíferas façam propostas para exploração ao largo da costa do país. Israel considera que as áreas que são alvo de convite pertencem a Israel.

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