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Stoltenberg quer fortalecer a aliança atlântica "para evitar o conflito"

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, quer fortalecer a aliança atlântica "não para provocar, mas para evitar o conflito", através de uma reforma e da modernização das suas estruturas que será debatida hoje pelos ministros da Defesa do bloco.

Stoltenberg quer fortalecer a aliança atlântica "para evitar o conflito"
Notícias ao Minuto

12:18 - 14/02/18 por Lusa

Mundo NATO

"O objetivo de ter uma NATO forte (...) não é para provocar, mas para evitar o conflito", disse Stoltenberg, que também enfatizou a necessidade de aumentar os gastos em defesa, um dos compromissos que os aliados acordaram na cimeira de Gales (Reino Unido) em 2014 e que os ministros também debaterão hoje.

"Muitos aliados reduziram seus gastos de defesa após a Guerra Fria porque as tensões foram reduzidas. Entretanto, se somos capazes de diminuir os gastos quando as tensões são reduzidas, também devemos aumentá-lo quando aumentam e, agora, estão a crescer" disse o político norueguês.

Em particular, o responsável norueguês citou a ameaça terrorista e a questão russa.

Stoltenberg disse que "a NATO é uma aliança defensiva" que "está a responder de forma proporcional" às "violações do direito internacional" por parte de Moscovo, com a anexação ilegal da Crimeia em 2014 e a "desestabilização" da Ucrânia.

"Durante muitos anos após a Guerra Fria, os aliados reduziram suas capacidades militares e tentamos ter uma associação com a Rússia", acrescentou, e assegurou que a NATO não quer "outra Guerra Fria" e está comprometida com o "diálogo" e uma ação "firme" com Moscovo.

Depois de reforçar a sua presença militar na Europa Oriental, a NATO está agora a discutir uma reforma das suas estruturas de comando.

O objetivo é proteger as linhas de comunicação marítima entre a América do Norte e a Europa contra a agressividade da Rússia e o aumento da ameaça terrorista no flanco sul.

Ainda será adicionado o novo centro de operações localizado em Nápoles (Itália), que ainda não está ativo e que os países do sul instarão hoje a iniciar o mais rápido possível.

Por outro lado, os ministros debatem hoje a evolução das despesas de defesa com o objetivo de conseguir que, em todos os países, investam-se 2% do produto interno bruto (PIB) até 2024, um compromisso que apenas 15 dos 29 países da Aliança.

Sob a pressão dos EUA, os aliados apresentarão planos nacionais sobre como pretendem alcançar esse objetivo.

"O aumento das despesas e da distribuição justa entre os aliados é necessário para manter os nossos países seguros", concluiu Stoltenberg.

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