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Netanyahu garante que coligação "está estável" e oposição exige demissão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que, apesar das acusações de corrupção de que é alvo, a coligação governamental que lidera "está estável" e descartou eleições antecipadas, embora a oposição esteja a exigir a sua demissão.

Netanyahu garante que coligação "está estável" e oposição exige demissão
Notícias ao Minuto

10:38 - 14/02/18 por Lusa

Mundo Primeiro-ministro

"Posso garantir: a coligação está estável, e nem eu nem ninguém tem qualquer projeto de eleições (antecipadas). Vamos continuar a trabalhar em conjunto para o bem dos cidadãos israelitas até ao final do nosso mandato", previsto para 2019, disse Netanyahu, numa intervenção na inauguração da conferência Muni Expo, em Telavive.

O chefe do executivo israelita falava na sequência das recomendações da polícia, apresentadas na terça-feira, para que o primeiro-ministro possa ser investigado dado que há indícios do seu envolvimento em dois casos de corrupção, o que Netanyahu rejeitou, declarando-se inocente.

"Existem provas suficientes contra o primeiro-ministro para acusá-lo de receber subornos, fraude e abuso de confiança", disse a polícia, em comunicado.

A recomendação, que surge ao fim de dois anos de inquérito, precisa de uma decisão oficial para avançar com o processo, ficando agora nas mãos do procurador-geral Avishaï Mandelblit, e pode demorar várias semanas.

Depois de os media israelitas noticiarem a posição da polícia, Netanyahu, 68 anos, refutou todas as acusações em declarações transmitidas pela televisão israelita: "Estas recomendações não têm nenhum valor jurídico num país democrático".

De acordo com os media, Netanyahu é acusado de receber presentes - nomeadamente cigarros de luxo - de personalidades ricas como James Packer, milionário australiano, ou Arnon Milchan, produtor israelita em Hollywood, que somam cerca de 300 mil dólares (cerca de 243 mil euros).

Em Jerusalém, a oposição israelita exigiu a demissão de Netanyahu e pediu aos restantes quatro partidos que integram a coligação que a abandonem.

O líder do partido Trabalhista israelita, Avi Gabbay, dirigindo-se aos ministros das Finanças, Moshe Kahlon, e da educação, Naftali Bennett, ambos presidentes de dois dos maiores partidos da coligação, disse que têm agora de escolher entre apoiar o chefe do executivo ou respeitar a lei.

"Penso ser claro que este Governo precisa de ir a eleições. Este Governo não pode continuar assim. Um primeiro-ministro que se ocupa a atacar a polícia e o reforço da lei está simplesmente a atacar-se a si próprio, a atacar o país. Existe mesmo uma cultura de corrupção no Governo", disse Gabbay.

Netanyahu cumpriu um primeiro mandato entre 1996 e 1999, e lidera agora de novo o Governo israelita desde 2009.

Sem rival aparente, irá bater o recorde de longevidade no poder em Israel, pertencente ao histórico David Ben Gourion, fundador do Estado de Israel, se conseguir chegar ao final da atual legislatura, que vai até novembro de 2019.

O ministro da Justiça israelita, Ayelet Shaked, já disse que um primeiro-ministro acusado oficialmente não é obrigado a demitir-se.

"Quando um primeiro-ministro é acusado, não é obrigado a demitir-se sem que tenha esgotado todos os recursos para se defender", indicou também à agência France-Presse o analista Ofer Kenig, do Instituto de Democracia de Israel.

No entanto, a lei permite ao parlamento desencadear um processo especial se o chefe do Governo for colocado em causa por obscenidade moral, acrescentou.

Na área política, os comentadores sublinharam que o destino de Benjamin Netanyahu vai depender em grande parte do ministro das Finanças, Moshé Khalon, líder do partido de centro-direita Koulanou.

Se esta formação política, com dez deputados em 120, o abandonar, Netanyahu deixa de ter maioria parlamentar.

"Vão surgir pressões intensas sobre Moshé Kahlon", prevê Hanan Cristal, comentador político da rádio pública de Israel.

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