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Autoridades chinesas detiveram uma das mulheres mais ricas do país

As autoridades chinesas detiveram uma das mulheres mais ricas da China, que no passado fez negócios com familiares de um antigo primeiro-ministro chinês, avançou o jornal norte-americano The New York Times (NYT).

Autoridades chinesas detiveram uma das mulheres mais ricas do país
Notícias ao Minuto

07:11 - 08/02/18 por Lusa

Mundo China

A detenção de Duan Weihong, 49 anos, indica que a campanha anticorrupção lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, poderá voltar a atingir um alto responsável do regime comunista.

Duan, que fundou empresas em conjunto com familiares de Wen Jiabao, primeiro-ministro da China entre 2003 e 2013, foi detida no ano passado, nas vésperas do XIX Congresso do Partido Comunista Chinês, segundo o NYT, que cita várias fontes não identificadas.

Após ascender ao poder, Xi lançou uma campanha anticorrupção, hoje considerada a mais persistente e ampla na história da China comunista, e que resultou já na punição de mais de um milhão de membros do partido.

Cerca de 400 altos quadros do PCC foram "abatidos" no âmbito daquela campanha, entre os quais o ex-chefe da Segurança Zhou Yongkang, o mais alto líder chinês a ser condenado por corrupção na história da China comunista.

O antigo ministro do Comércio Bo Xilai e várias altas patentes do exército foram também punidos com prisão perpétua.

Nascida no norte da China, Duan Weihong trabalhou para uma firma estatal antes de criar um grupo imobiliário em Tianjin, cidade portuária a cerca de 120 quilómetros de Pequim.

Segundo o NYT, o relacionamento entre Duan e Wen Jiabao, que é natural de Tianjin, remonta aos anos 1990, durante o seu período de ascensão no regime.

De acordo com registos corporativos citados pelo jornal, Duan fundou várias empresas com a mãe, o irmão e a filha de Wen Jiabao.

Uma das firmas de Duan realizou também investimentos em conjunto com a New Horizon Capital, um fundo de investimento gerido por Wen Yusong, filho de Wen Jiaobao, detalha o NYT.

Em 2012, Duan reconheceu numa entrevista ao jornal norte-americano que era próxima da mulher e familiares de Wen, e que registou empresas em nome destes.

Ela disse então que utilizou a identificação destes para esconder a sua participação na Ping An, um dos maiores conglomerados financeiros do país.

"Quando investi na Ping An, não queria que ficasse registado", disse na altura. "Por isso, pedi a familiares meus que encontrassem pessoas que pudessem manter a minha participação", contou.

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