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Puigdemont quer viajar para Copenhaga, mas Espanha ameaça com detenção

O ex-presidente do Governo catalão Carles Puigdemont compareceu hoje no aeroporto de Bruxelas, pelas 06:00 (05:00 em Lisboa), para viajar para a Dinamarca, mas a justiça espanhola já anunciou que pedirá uma ordem internacional de detenção.

Puigdemont quer viajar para Copenhaga, mas Espanha ameaça com detenção
Notícias ao Minuto

06:41 - 22/01/18 por Lusa

Mundo Catalunha

Puigdemont, que se encontra a viver na capital belga desde a destituição do executivo regional pelo Governo de Mariano Rajoy, em outubro passado, pretende embarcar num voo da companhia Ryanair, com destino à Dinamarca, para participar num debate organizado pela Universidade de Copenhaga, sobre o tema: 'A Catalunha e a Europa na encruzilhada da democracia?'.

O Ministério Público espanhol afirmou este domingo que solicitará "imediatamente" que seja acionada uma ordem internacional de detenção contra Puigdemont caso ele se desloque àquele país no norte da Europa.

A concretizar-se, esta será a primeira viagem do antigo presidente da 'Generalitat', desde que fugiu para a Bélgica para fugir à justiça espanhola, na sequência da tentativa de declarar a independência da Catalunha.

O novo presidente do parlamento catalão, Roger Torrent (republicanos de esquerda, independentistas), anuncia hoje o candidato a ser investido como presidente do executivo regional, com Carles Puigdemont como único nome sobre a mesa e com a incógnita de saber como poderá tomar posse, dado estar ausente de Espanha.

Na liderança do executivo catalão desde janeiro de 2016, Puigdemont e a sua equipa governativa foram destituídos pelo governo central de Madrid após a declaração unilateral de independência de uma "República catalã", feita em Barcelona no passado dia 27 de outubro.

As autoridades espanholas acusaram então o presidente catalão destituído dos crimes de sedição, rebelião e peculato.

Inicialmente, a justiça espanhola emitiu um mandado de captura europeu contra Puigdemont, mas a ordem seria retirada em dezembro, o que permite ao ex-chefe do governo autónomo catalão e aos outros quatros membros do executivo destituído, que também estão na Bélgica, viajar para fora do território belga.

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